(Toda semana, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes conversam sobre tecnologia no podcast Deu Tilt. O programa vai ao ar às terças-feiras no YouTube do UOL, no Spotify, no Deezer e no Apple Podcasts. Nesta semana: UOL e OpenAI; Delay da CazéTV; Fable 5; o

Ouvir1×0.5×0.75×1×1.25×1.5×1.75×2×(Toda semana, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes conversam sobre tecnologia no podcast Deu Tilt. O programa vai ao ar às terças-feiras no YouTube do UOL, no Spotify, no Deezer e no Apple Podcasts. Nesta semana: UOL e OpenAI; Delay da CazéTV; Fable 5; o maior roubo de dados biométricos do Brasil)

Uma disputa entre empresas de tecnologia e dados está por trás do que pode ser o maior roubo de dados biométricos da história do Brasil, com impacto direto sobre a privacidade. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes detalham as suspeitas e por que o caso preocupa.

A acusação parte da Unico, empresa de biometria usada em cadastros com reconhecimento facial, e mira a Serasa, um dos maiores birôs de crédito do país. Passa ainda por uma cadeia de empresas e integrações que teria permitido acesso irregular e espionagem industrial.

Essa foi uma bomba que estourou no mercado financeiro. Numa bela quarta-feira, a polícia foi cumprir um mandado de busca e apreensão no Serasa. Chamou atenção porque é um caso que pode ser o maior caso de roubo de dados biométricos do BrasilHelton Simões Gomes

O alerta surgiu quando a Unico notou um volume fora do padrão de consultas biométricas feita pelo Banco do Brasil, um de seus clientes. Ao procurar a instituição, ouviu que a operação seguia normal, o que a fez contratar uma perícia.

Essa perícia constatou que vários dos acessos feitos por essa conexão, intermediada por uma empresa chamada Skill Technologies, estavam começando a ser usados por outros bancos, não o Banco do Brasil.Helton Simões Gomes

Entre os indícios, havia até imagens de pessoas com as marcas de outros bancos ao fundo. Outra coisa que chamou atenção foi o volume.

Na perícia, encontraram não só fotos de clientes do Banco do Brasil, mas clientes de outros bancos, até com o logo atrás. Essa perícia também mostrou que tinham sido realizadas 1,4 milhões de transações nesse meio tempo. E é daí que está vindo essa ideia de o maior roubo de dados biométricos porque a perícia da Unico constatou que dados de 22 milhões de brasileiros tinham sido extraviados.Helton Simões Gomes

A acusação, aberta em forma de ação pela Unico na Justiça, é que o Serasa usou a Skill para usar o sistema da firma de biometria sem autorização e oferecê-lo a outras empresas como se fosse seu. Além disso, ela teria extraído dados biométricos do banco da Unico para criar a sua própria ferramenta.

Diogo Cortiz reforça que a preocupação vai além de "espionagem industrial", porque envolve um tipo de dado usado para autenticar pessoas em serviços. A gravidade está no alvo ser a identidade dos usuários, não só segredos de produto, diz

É dado biométrico, é um dos mais sensíveis que a gente usa para autenticar serviços. É muito mais do que só uma espionagem industrial. Você roubava dados que eram de inteligência de um produto, de um serviço; agora eles estão roubando dados das pessoas, dados biométricos. É uma coisa bastante grave e perturbadora.Diogo Cortiz

Helton lembra que a biometria citada no episódio é a do reconhecimento facial usado para abrir conta em varejistas, bancos, seguradoras e planos de saúde -quando a pessoa precisa gravar um vídeo e provar que está viva. Era esse material que fica registrado nos bancos de dados da Unico.

O caso, afirma Helton, envolve uma disputa judicial em que a Unico pede que a Justiça enquadre a Serasa por concorrência desleal e interrompa a prática descrita. O processo corre em segredo de Justiça, e as empresas, segundo ele, evitam comentar.

No novo episódio de Deu Tilt, Murilo Garavello, diretor de conteúdo do UOL, responde perguntas do quadro Help Desk sobre a parceria entre UOL, Folha e a OpenAI.

É importante esclarecer qual é o acordo. São dois acordos diferentes, mas muito semelhantes. Um é do UOL, outro é da Folha. São empresas diferentes, não é a mesma empresa. Então são dois contratos. E claro que os contratos se referem somente ao conteúdo produzido pelo UOL e pela Folha.Murilo Garavello

O delay nas transmissões por streaming já é o personagem da Copa -e até motivo de briga de condomínio quando alguém assiste pela TV aberta e grita gol antes. No novo episódio de DEU TILT, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes contam como nasce o atraso nas transmissões e por que ele não some.

Com Globoplay e CazéTV exibindo partidas via streaming de vídeo, o público passou a comparar, em tempo real, o sinal por ondas da TV aberta com a internet. A diferença, dizem os apresentadores, está no caminho físico dos dados e no "truque" do buffer para evitar travamentos.

O delay, do ponto de vista técnico, é a diferença entre, numa transmissão ao vivo, daquilo que acontece no campo e o que acontece na sua tela. A bola está rolando nos Estados Unidos, isso é filmado e vai para um servidor. O dado tem que passar por cabo submarino, aportar no Brasil em Fortaleza, descer para o Rio de Janeiro e entrar num data center. Depois, a transmissora empacota: narrador, logomarca, patrocinador. Quem está mais perto de São Paulo e Rio tende a receber antes. Depois, o dado vai para os hubs locais. Por isso, alguém em Campo Grande (MS) pode receber depois de alguém no Rio.Helton Simões Gomes

O modelo Fable 5, da família Mythos, ficou disponível por poucos dias e saiu do ar após ordem do governo dos Estados Unidos para restringir o acesso de não-americanos. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes contam o que o modelo de inteligência artificial fazia e por que o bloqueio virou assunto global.

Como não tinha como identificar quem nasceu ou não no país presidido por Donald Trump, a Anthropic cortou o acesso de todo mundo para cumprir a determinação.