Durante muito tempo, venderam a ideia de que uma relação sexual inesquecível dependia de penetrações profundas, posições acrobáticas e preparo físico digno de uma ginasta olímpica, o que automaticamente deixava 85% dos seres “normais” fora da equação. Agora, uma prática chamada shallowing começa a ganhar espaço justamente por mostrar o contrário: muitas mulheres sentem mais prazer quando os movimentos acontecem na entrada da vagina, sem penetração profunda

Durante muito tempo, venderam a ideia de que uma relação sexual inesquecível dependia de penetrações profundas, posições acrobáticas e preparo físico digno de uma ginasta olímpica, o que automaticamente deixava 85% dos seres “normais” fora da equação.

Agora, uma prática chamada shallowing começa a ganhar espaço justamente por mostrar o contrário: muitas mulheres sentem mais prazer quando os movimentos acontecem na entrada da vagina, sem penetração profunda.

Para mais dicas e informações sobre sexo e relações, acesse o canal da Regina no YouTube

O nome vem da palavra inglesa shallow, que significa “raso” ou “superficial”. Mas não se engane: de superficial, essa experiência não tem nada.

O shallowing consiste em estimular a entrada da vagina e os primeiros centímetros do canal vaginal com os dedos, o pênis ou um acessório íntimo. Em vez daquele conhecido entra e sai até quase desmontar a cabeceira da cama, os movimentos são curtos, lentos e concentrados.

Uma pesquisa realizada por especialistas ligados à Universidade de Indiana constatou que 84% das mulheres entrevistadas relataram sentir mais prazer com alguma forma de estimulação superficial. Isso acontece porque a entrada da vagina possui muitas terminações nervosas e fica próxima de estruturas importantes do clitóris. Lembre-se de que em ponto mais profundo, mais ou menos um dedo indicador de distância, temos uma zona bem menos enervada, é lá que colocamos o absorvente interno, sem sentir incômodo.

Voltando ao clitóris, ele é muito maior do que aquela pequena parte visível. Internamente, ele se estende ao redor da vagina. Portanto, estimular a entrada vaginal também alcança na maioria das vezes, indiretamente, partes internas do clitóris.

Profundidade não é sinônimo de eficiência

O corpo feminino não funciona como uma competição para descobrir quem consegue chegar mais longe (o que vamos combinar, joga por terra a história de quanto maior o pênis, melhor). Algumas mulheres gostam de penetração profunda; outras sentem desconforto, dor ou simplesmente pouco prazer.

O problema começa quando a profundidade vira obrigação. Muitos homens aprenderam, principalmente com filmes pornográficos, que precisam realizar movimentos rápidos e profundos para demonstrar virilidade. Enquanto isso, a mulher está ali pensando na lista do supermercado, porque ninguém perguntou do que ela realmente gosta.

O shallowing propõe justamente outra experiência: menos desempenho e mais percepção.

A prática também pode ser interessante para mulheres na menopausa, quando a redução do estrogênio pode causar ressecamento, sensibilidade e desconforto durante a penetração (no meu canal, tem treinamentos grátis, para resolver essa questão). E claro, é importante usar lubrificante e respeitar qualquer sinal de dor.

Como experimentar sem transformar em aula prática

Não é preciso anunciar solenemente: “Hoje praticaremos shallowing”. Isso acabaria com o clima antes mesmo de ele começar.

A ideia pode surgir naturalmente durante as preliminares. A pessoa que recebe a estimulação pode orientar o ritmo, segurar a mão do parceiro ou movimentar o quadril, mostrando onde e como sente mais prazer.

Os movimentos devem ser pequenos, alternando pressão, velocidade e direção. Também é possível combinar a estimulação na entrada da vagina com carícias no clitóris.

E não existe obrigação de chegar ao orgasmo. Às vezes, o prazer melhora justamente quando o casal para de perseguir o orgasmo como se ele fosse o último ônibus da noite.

O shallowing não precisa substituir outras práticas. Ele pode ser mais uma possibilidade no cardápio sexual, e um lembrete importante de que, no prazer feminino, alguns centímetros bem utilizados podem fazer muito mais sucesso do que uma grande demonstração de profundidade.

Use bastante lubrificante, especialmente após a menopausa.Comece devagar e observe as reações do corpo.Combine movimentos superficiais com estimulação do clitóris.Não insista se houver dor, ardência ou sangramento.Caso o desconforto seja frequente, procure um ginecologista.Lembre-se: cada mulher possui seu próprio mapa do prazer.

E se quiser conhecer os brinquedos vibrantes, nesse link você encontra vários.