Veja os planos de governo dos candidatos à Presidência e o que eles falam sobre IA, segurança digital e inovação
De regulamentar o uso de inteligência no Brasil a digitalizar os serviços públicos: o Terra traz um resumo do que os candidatos à Presidência da República propõem para a área de tecnologia caso sejam eleitos. Os programas de governo dos 13 postulantes também falam sobre soberania tecnológica do país como prioridade e citam estratégias para não deixar o Brasil dependente das big techs.
Momento da Decisão vai colocar frente a frente os principais candidatos à Presidência no dia 14 de setembro, às 22h, em debate promovido pelo Terra e outros 10 veículos
Alguns candidatos priorizam a capacitação na indústria tecnológica, investimentos em data centers e a criação de uma IA brasileira. Já outros optam por apostar na atração de empresas estrangeiras e de capital privado para ampliar a infraestrutura e competitividade do Brasil no setor.
Especialistas ouvidos pelo Terra avaliam que as propostas concentram a tecnologia em IA e transformação digital, mas deixam de lado áreas como infraestrutura, computação quântica, e definir para que a criação de uma IA brasileira seria usada, quais problemas ela resolveria e como gerar trabalho e renda. (leia o texto aqui).
Este texto faz parte da série especial do Terra que irá destrinchar os programas de governo dos candidatos a presidente sobre áreas específicias: o próximo texto, no sábado, 29, será sobre educação.
A seguir, veja o que diz cada candidato (em ordem alfabética pelo nome de urna) sobre suas propostas para a tecnologia no Brasil.
A candidata aposta principalmente na formação das pessoas para lidar com as novas tecnologias. O programa dela prevê ensinar competências digitais, pensamento crítico, ciência e resolução de problemas, além de preparar professores e alunos para o uso da tecnologia e da inteligência artificial.
Ela também propõe ampliar o acesso à internet e criar programas de capacitação digital para micro e pequenas empresas. Na saúde, defende a expansão da telemedicina e o uso de IA para ajudar médicos e gestores, com regras para garantir a segurança das informações dos pacientes e evitar usos inadequados da tecnologia.
Para o governo, Clariana propõe digitalizar e integrar os serviços públicos, com uma identidade digital que facilite o acesso. A ideia, porém, é manter outras formas de atendimento para quem não tem acesso à internet. Na segurança, o programa prevê o uso de tecnologias como drones, sensores, radares e sistemas capazes de analisar imagens.
A campanha não disponibilizou um porta-voz para discutir as propostas.
O postulante coloca a tecnologia como uma questão de soberania nacional. O candidato defende que o Brasil aumente os investimentos públicos em ciência e pesquisa, principalmente em universidades e instituições públicas, além de ampliar as bolsas para estudantes de mestrado e doutorado.
O programa também propõe fortalecer o Ceitec, empresa ligada à produção de semicondutores, e criar grandes empresas públicas brasileiras de tecnologia. Costa defende ainda uma política de reindustrialização baseada em setores como informática e telecomunicações e uma regulação mais rígida sobre grandes empresas de tecnologia e redes sociais estrangeiras.
Para o candidato, o Brasil não deve depender de empresas estrangeiras para controlar dados, serviços de computação em nuvem e outras estruturas importantes da tecnologia. Ao Terra, Costa afirmou que dominar essas áreas é fundamental. "É fundamental controlar a infraestrutura de dados, computação em nuvem e uma indústria nacional de semicondutores. Se o Brasil depender apenas das big techs internacionais com certeza está abrindo mão de parte importante de sua soberania tecnológica e do seu próprio futuro do País", afirmou ao Terra.
O candidato propõe um governo mais digital, com serviços públicos reunidos em plataformas online e menos burocracia para o cidadão. Ele também defende o uso de inteligência artificial para ajudar o governo a encontrar fraudes, desperdícios, preços acima do mercado e outros problemas na administração pública.
Na indústria, Cury sugere investimentos em robótica, inteligência artificial, computação em nuvem e na produção de semicondutores no Brasil. O plano também prevê mais ensino técnico e inclusão digital, além de transformar universidades em centros de desenvolvimento de novas tecnologias. A ideia é ampliar a presença da tecnologia em setores como agricultura e energia.
Na saúde, o candidato defende uma plataforma pública de telemedicina integrada ao SUS, com IA para ajudar na triagem e na identificação do nível de urgência dos pacientes. Ele também propõe o uso de tecnologia na segurança pública e a criação de zonas francas voltadas para empresas de tecnologia e exportação de serviços digitais.
A campanha não disponibilizou um porta-voz para discutir as propostas.
O candidato propõe ampliar o acesso à internet, principalmente em áreas rurais, escolas e regiões onde a cobertura ainda é baixa. O programa também prevê digitalizar os serviços públicos federais e criar uma identidade digital única, integrada ao Gov.br, para facilitar o acesso do cidadão aos serviços do governo.
Na saúde, o candidato defende um prontuário eletrônico único, que permita reunir informações do paciente nas redes pública e privada, além do uso de IA para ajudar a identificar necessidades dos cidadãos e facilitar o acesso a serviços. Ele também propõe uma estratégia nacional para inteligência artificial, com incentivo ao uso da tecnologia por pequenas e médias empresas e à produção nacional.
Na educação, o plano prevê ensinar programação, robótica e IA nas escolas. Na segurança pública, Flávio propõe o uso de reconhecimento facial, câmeras inteligentes e integração de bancos de dados. O programa também prevê medidas de proteção de dados e defesa contra ataques cibernéticos. Entre as propostas está ainda a criação da “ClarIA”, uma IA voltada às demandas das mulheres e idosos que auxilia com saúde, segurança, emprego e mais.




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