Exportações avançaram 24,9% no mês e impulsionaram o saldo comercial brasileiro. Dados foram divulgados hoje (3/7) pelo governo federal
No acumulado de janeiro a junho, as exportações brasileiras alcançaram US$ 184,8 bilhões, alta de 11,5% em relação ao mesmo período de 2025 - (crédito: Kawnat Haju/AFP) A balança comercial brasileira registrou superavit de US$ 9,8 bilhões em junho de 2026, alta de 66,6% em relação aos US$ 5,9 bilhões apurados no mesmo mês do ano passado. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) nesta sexta-feira (3/7).
Siga o canal do Correio Braziliense no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular.
O resultado foi impulsionado pelo crescimento de 24,9% das exportações, que totalizaram US$ 36,3 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 26,5 bilhões, com avanço de 14,4%. A corrente de comércio, que reúne exportações e importações, atingiu US$ 62,8 bilhões, crescimento de 20,3%.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
No acumulado de janeiro a junho, as exportações brasileiras alcançaram US$ 184,8 bilhões, alta de 11,5% em relação ao mesmo período de 2025. As importações somaram US$ 142,4 bilhões, avanço de 5,1%, resultando em um saldo comercial positivo de US$ 42,4 bilhões, crescimento de 40,3% frente aos US$ 30,2 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. A corrente de comércio acumulada chegou a US$ 327,2 bilhões, aumento de 8,6%.
Entre os setores exportadores, a indústria de transformação liderou a pauta, com US$ 18 bilhões embarcados, crescimento de 14,7% e participação de 49,7% no total das vendas externas. A indústria extrativa apresentou a maior expansão, de 58,4%, movimentando US$ 9,9 bilhões, impulsionada principalmente pela alta dos preços internacionais, enquanto a agropecuária exportou US$ 8,1 bilhões, avanço de 18%.
Os principais produtos exportados em junho foram os óleos brutos de petróleo, que somaram US$ 6,28 bilhões, alta de 78,9%, seguidos pela soja, com US$ 6,25 bilhões (+17,3%), pelo minério de ferro, com US$ 2,84 bilhões (+20%), e pela carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, que alcançou US$ 1,82 bilhão, crescimento de 39,2%.
Nas importações, os bens intermediários responderam pelo maior volume de compras, com US$ 15,1 bilhões, alta de 10,9%. Os bens de consumo registraram o maior crescimento em valor, chegando a US$ 5,7 bilhões, avanço de 34%, apesar da redução de 18,6% no volume importado. Também foram importados US$ 3,5 bilhões em bens de capital (+5,7%) e US$ 2,2 bilhões em combustíveis (+11,6%).
Entre os produtos importados, os veículos de passageiros lideraram o crescimento, com US$ 2,41 bilhões e alta de 67,1% em relação a junho de 2025. As compras de adubos e fertilizantes, por sua vez, somaram US$ 1,46 bilhão (+0,7%), e de óleos combustíveis de petróleo, que atingiram US$ 1,12 bilhão e cresceram de 8,6%.
*Estagiário sob a supervisão de Victor Correia
Saiba Mais Economia Produção industrial recua 0,2% em maio e registra primeira queda de 2026 Economia Tarifaço dos EUA entra no centro da disputa eleitoral no Brasil Economia Brasil bate recorde e ultrapassa 90% da população conectada à internet Economia Sam Altman propõe destinar participação da OpenAI a fundo público dos EUA Economia Em resposta aos EUA, Brasil diz que Pix não prejudica empresas estrangeiras Economia Em documento, Brasil rebate investigação comercial dos EUA
Estudante de Jornalismo que vê a profissão um meio de deixar o mundo melhor.


0 Comentário(s)
Deixe seu comentário