Evento gratuito na Praça Dr. Arthur Gerhardt reúne palestras e debates sobre IA, educação e mercado. Veja programação e como se inscrever.
A Praça Dr. Arthur Gerhardt, em Domingos Martins, se transforma, nesta quinta-feira (18) e sexta-feira (19), em um espaço de debate sobre tecnologia, inovação e os impactos da inteligência artificial no cotidiano.
A Expo Cidades Capixabas chega ao município com entrada gratuita e programação voltada para estudantes, professores, empreendedores e profissionais interessados em compreender as mudanças que já afetam carreiras, negócios e a educação.
Entre os destaques do evento está a participação do professor e pesquisador internacional Flávio Cavalcante, que vai abordar de forma prática como a inteligência artificial pode ser incorporada à rotina, mesmo por quem não possui conhecimento técnico.
Segundo ele, a tecnologia não elimina profissões, mas transforma funções e automatiza processos repetitivos. “Tudo aquilo que é repetitivo a máquina vai fazer. Agora, a inovação da inovação é só o humano que faz”, destacou.
Na área da educação, Cavalcante aponta que a inteligência artificial já pode ser usada por docentes na criação de atividades, enquanto estudantes podem utilizar a tecnologia para pesquisas, aprofundamento de conteúdos e estratégias de aprendizagem.
Ele ressalta, no entanto, que o recurso deve ser complementar. “A inteligência artificial informa, mas é o professor, a família e a sociedade que formam”, afirmou.
Outro ponto defendido pelo pesquisador é a democratização do acesso à tecnologia. Para ele, realizar um evento em praça pública, no interior do Espírito Santo, aproxima a inovação das pessoas e quebra a ideia de que tecnologia é algo distante ou restrito a laboratórios.
A programação também inclui debates sobre cidades inteligentes, sustentabilidade, transformação digital e o conceito de “NeoWork”, criado por Cavalcante para discutir as novas dinâmicas do mercado e as fontes de renda que surgem com o avanço tecnológico.
De acordo com o secretário estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional, Jales Cardoso, a proposta do evento é popularizar a ciência e a inovação no interior. “É uma forma de tornar o cidadão pertencente à inovação”, afirmou.
Segundo ele, o Estado já soma mais de 60 ações de difusão tecnológica em diferentes municípios capixabas e prepara novas iniciativas voltadas à qualificação em inteligência artificial.
Flávio Cavalcante — A primeira coisa que precisamos entender é que a inteligência artificial não tira profissões, ela tira alguns trabalhos. Existe uma diferença nisso.
Tudo aquilo que é repetitivo, automático e padronizado tende a ser feito pela máquina. Mas a criatividade continua existindo e esse é o grande diferencial humano.
Quais serão os principais tópicos abordados na Expo Cidades Capixabas?
Vamos falar sobre o futuro das empresas, do trabalho, da saúde e das carreiras, sempre observando os sinais que já estão acontecendo agora. A inteligência artificial entra como um meio para acelerar essa transformação.
Por que levar esse debate sobre IA e tecnologias para uma praça pública?
Porque mostra que tecnologia não está dentro de um laboratório. Tecnologia é a melhoria de uma técnica, seja ela qual for. Pode ser de um trabalho manual, da inteligência artificial ou da robótica. Quando a gente traz isso para o povo, para o meio da cidade, mostramos que esse conhecimento precisa estar ao alcance de todos.
É um conceito que criei para estudar as mudanças das carreiras futuras. Hoje as pessoas não dependem mais de uma única profissão ou fonte de renda. O mercado está mais dinâmico, com novas possibilidades surgindo o tempo todo.


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