Foram-se os cachorros-quentes, ficou a política. Neste 4 de julho, as celebrações da independência americana deixam em segundo plano o tradicional clima festivo para dar lugar a uma espécie de palanque para Donald Trump . Leia mais (07/03/2026 - 23h00)
benefício do assinante
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
benefício do assinante
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
Salvar para ler depois
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Edição Impressa Diminuir fonte
Diogo Bercito Isabella Menon
Foram-se os cachorros-quentes, ficou a política. Neste 4 de julho, as celebrações da independência americana deixam em segundo plano o tradicional clima festivo para dar lugar a uma espécie de palanque para Donald Trump.
O presidente subirá ao palco em Washington para "sediar o mais espetacular comício de Trump de todos", segundo suas próprias palavras, escritas em maiúsculas na rede Truth Social.
Esse tom eleitoral incomodou nas últimas semanas, levando a rixas. Diversos estados democratas decidiram não enviar delegações oficiais ao evento.
Americanos comemoram sua independência todo 4 de julho, remetendo ao dia em que, em 1776, o Congresso aprovou formalmente a separação dos Estados Unidos do Império Britânico.
Como este será o 250º aniversário do país, os preparativos estão em andamento há uma década. Em 2016, foi criada a comissão apartidária America 250 para coordenar eventos em todo o país.
Voltar Compartilhe Ícone Facebook Facebook Ícone Whatsapp Whatsapp Ícone X X Ícone de messenger Messenger Ícone Linkedin Linkedin Ícone de envelope E-mail Ícone de linkCadeado representando um link Copiar link Ícone fechar
Trump, no entanto, atropelou o planejamento ao criar o comitê paralelo Freedom 250 em parceria com a iniciativa privada. Foi o seu grupo, não o oficial, que recebeu a maior parte dos fundos alocados pelo Congresso.
O tom personalista ficou ainda mais claro quando uma série de artistas cancelou sua participação na semana de largada das celebrações. Trump os substituiu por um discurso seu no último dia 24. Começou falando sobre a assinatura da independência, mas logo voltou ao tema que costuma dominar suas falas: o próprio governo.
Voltar Compartilhe Ícone Facebook Facebook Ícone Whatsapp Whatsapp Ícone X X Ícone de messenger Messenger Ícone Linkedin Linkedin Ícone de envelope E-mail Ícone de linkCadeado representando um link Copiar link Ícone fechar
Neste sábado, o grande dia, Los Angeles terá um megashow com Queen Latifah, e a Filadélfia verá Christina Aguilera. Enquanto isso, Washington terá diante de si o presidente, adepto da dancinha de punhos fechados ao som de "Y.M.C.A.", da banda Village People.
Como de praxe, Trump tem se referido ao "seu" 4 de Julho como a "maior" e "melhor" festa da história da independência. No quesito tamanho, pode cumprir a promessa.
Washington costuma disparar entre 10 mil e 20 mil fogos de artifício, em um evento que dura cerca de 20 minutos. Neste ano, os organizadores planejam lançar 850 mil fogos em 40 minutos. A ideia é entrar no livro dos recordes. O atual recordista é o Réveillon filipino de 2016, que teve 810 mil fogos.




0 Comentário(s)
Deixe seu comentário