Túlio Gadêlha (PSD) apresenta propostas para a educação e avalia cenário político durante entrevista no Agreste - Foto: Lucas Moreira/Divulgação O candidato ao Senado Federal por Pernambuco, Túlio Gadêlha (PSD), defendeu a federalização da educação básica e reafirmou seu alinhamento à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD) durante sabatina realizada nesta sexta-feira (21) na Rádio Cultura do Nordeste, em Caruaru. Abrindo a série de entrevistas da emissora com os postulantes ao Senado, Gadêlha apresentou propostas de âmbito nacional e fez uma defesa enfática da atual gestão estadual.
Alinhamento e balanço social Integrante da chapa majoritária de Raquel Lyra, o candidato rejeitou rótulos conservadores frequentemente atribuídos ao atual governo de Pernambuco. Para Gadêlha, o volume de entregas sociais da gestão a consolida no espectro progressista, destacando a sinergia com o Governo Federal.
“Uma mulher que consegue entregar mais de 25 mil unidades habitacionais, tirar 540 mil pernambucanos da extrema pobreza, que já construiu 300 cozinhas comunitárias e solidárias, junto ao governo Lula, isso é um governo que olha pra quem está na ponta. Eu considero o governo dela mais progressista do que conservador”, pontuou.
No eixo das propostas legislativas, a principal bandeira apresentada foi uma mudança estrutural no modelo de financiamento do ensino no país. O candidato argumentou que a desigualdade de arrecadação entre os municípios e os estados inviabiliza a cobrança por resultados uniformes no aprendizado. A solução, segundo ele, é a União assumir a responsabilidade direta pelo custeio da educação básica.
“A educação básica precisa ser tratada como prioridade nacional. Não podemos continuar aceitando que o lugar onde uma criança nasce determine a qualidade da escola que ela vai ter. Se queremos transformar o Brasil, precisamos discutir a federalização, com mais responsabilidade da União, mais investimentos e valorização dos profissionais”, argumentou.
A pauta reflete a atuação recente de Gadêlha no Congresso Nacional. Ao longo de 2026, o parlamentar focou suas emendas na garantia de recursos para a atualização do piso salarial nacional e na valorização dos profissionais do magistério.
O cenário de crise institucional em Brasília também pautou a entrevista. Questionado sobre os atritos entre o Legislativo e o Judiciário, o candidato criticou a estratégia de transformar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em promessa de palanque.
Para Túlio, a banalização do instrumento é um erro. Ele defendeu que eventuais processos de impedimento devem ser estritamente técnicos, baseados na comprovação de crimes de responsabilidade, preservando assim a independência e a harmonia exigidas pela Constituição entre os Três Poderes.




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