A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse que a empresa vai acompanhar a tendência dos preços da gasolina, “mas não todos os dias”, reiterando afirmações de que a companhia não repassa volatilidades externas aos preços domésticos. Em entrevista a jo…

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse que a empresa vai acompanhar a tendência dos preços da gasolina, “mas não todos os dias”, reiterando afirmações de que a companhia não repassa volatilidades externas aos preços domésticos.

Em entrevista a jornalistas após participar nesta quarta-feira (1º) de cerimônia de lançamento do Seleção Petrobras Cultural, de patrocínio a projetos culturais, Chambriard afirmou que quando os preços da gasolina subiram por causa do conflito no Oriente Médio, o governo aplicou a subvenção para a escalada dos custos, evitando repasses para os consumidores, e o mesmo acontece com os demais combustíveis.

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Na terça-feira (30), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou a retirada gradual de subvenções sobre os preços dos combustíveis.

“Todos os nossos combustíveis acompanham a tendência dos preços internacionais sem internacionalizar a volatilidade, sem internacionalizar a ansiedade”, disse a executiva.

Chambriard afirmou também que o querosene de aviação (QAV) segue uma lógica diferente, seguindo uma fórmula estabelecida em contratos de longo prazo que a empresa possui há décadas. De acordo com ela, o QAV acompanha o panorama internacional, e como as cotações internacionais do petróleo e dos derivados estão “na descendente”, os preços do QAV vendidos pela estatal nas refinarias também seguiram esse comportamento.

A executiva destacou ainda que os investimentos em cultura promovidos pela Petrobras têm “gosto de retomada”, assim como ocorreu em outros segmentos nos quais a empresa atua.

Chambriard destacou que o edital lançado hoje, de R$ 270 milhões, corresponde a R$ 2 bilhões que retornam para a sociedade e que cada real aplicado em cultura gera outros R$ 7,50 para o país. Segundo ela, os cerca de 150 a 170 projetos culturais que devem ser selecionados pelo edital vão se somar a outros 300 que estão em curso, que demandam cerca de R$ 500 milhões em investimentos.

A executiva destacou que na gestão anterior, a Petrobras investia apenas 10% do que é aportado atualmente.

“Retomada é um gosto do que temos feito (em outras áreas). Retomada na exploração e produção, no papel do gás natural, na petroquímica, nos fertilizantes, nos combustíveis”, afirmou.