Lula defendeu na Record a criação do Ministério da Segurança Pública e afirmou que combate às facções deve atingir líderes, patrimônio e territórios do crime.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a criação do Ministério da Segurança Pública e afirmou que o enfrentamento ao crime organizado precisa alcançar o patrimônio e as lideranças das facções. As declarações foram dadas em entrevista à Record, exibida neste domingo (23), e posteriormente compartilhadas pelo presidente nas redes sociais.

Ao falar sobre o papel da União, Lula afirmou que a Constituição de 1988 transferiu grande parte das responsabilidades pela segurança pública aos estados. Segundo ele, essa estrutura limitou a atuação federal e explica por que um ministério específico para a área não foi criado no início de seu governo. “Eu não tinha o que fazer se eu criasse sem mudar a Constituição”, disse.

Lula afirmou que a mudança depende da aprovação da PEC da Segurança Pública. “A PEC sendo aprovada eu vou criar o Ministério”, declarou. Segundo o presidente, a nova estrutura deverá trabalhar em parceria com governos estaduais e prefeituras, com apoio da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal.

Atacar o crime organizado onde mais dói: no bolso e nos bens das facções. Já aprovamos a Lei Antifacção. Com a PEC da Segurança Pública, vamos criar o Ministério da Segurança Pública. Teremos mais instrumentos para ajudar estados e municípios com a Polícia Federal, a Polícia… pic.twitter.com/JQvTc3lV8q

— Lula (@LulaOficial) August 24, 2026

O presidente também defendeu uma atuação policial que puna criminosos sem transformar mortes nas periferias em resposta para a violência. “Prendendo quem tiver que prender, punindo quem tiver que punir, mas não matando quem não precisa morrer”, afirmou.

Lula afirmou ainda que pretende recuperar áreas dominadas pelo crime organizado. “A gente quer devolver o território da periferia e da cidade para o povo, ele é o dono do território e aí o bandido vai ocupar seu espaço na cadeia”, disse. Segundo o presidente, a PEC e o futuro ministério dariam à União mais instrumentos para auxiliar estados e municípios no enfrentamento à criminalidade.