A exigência de hardware moderno pela Microsoft deixou muitos utilizadores preocupados com o fim do suporte ao sistema anterior marcado para outubro de 2025, mas a comunidade técnica continua a provar que as barreiras de software podem ser contornadas. Segundo os dados revelados pelo VideoCardz, foi ...

A exigência de hardware moderno pela Microsoft deixou muitos utilizadores preocupados com o fim do suporte ao sistema anterior marcado para outubro de 2025, mas a comunidade técnica continua a provar que as barreiras de software podem ser contornadas. Segundo os dados revelados pelo VideoCardz, foi possível instalar e utilizar o sistema operativo atual num computador equipado com tecnologia de há mais de vinte anos, desafiando todas as listas de compatibilidade oficiais.

Os requisitos de instalação do software atual exigem processadores de 64 bits recentes, 4 GB de memória e compatibilidade com DirectX 12. Pelo contrário, a experiência foi realizada sobre uma motherboard ASRock ConRoe865PE com o chipset i865PE, alojando um processador Intel Core 2 Quad Q6600 a 2,4 GHz, uma peça lançada originalmente em 2007. O detalhe mais expressivo desta montagem é o uso de apenas 3 GB de memória RAM em formato DDR1, um padrão que oferece capacidades e velocidades drasticamente inferiores ao mínimo exigido hoje em dia.

Na componente visual, a máquina recorreu a uma placa gráfica ATI Radeon HD 4650. Este modelo chegou ao mercado em 2009 e utiliza o formato de ligação AGP, muito anterior à adoção massiva do PCI Express. Com um consumo de apenas 35W e suporte limitado ao DirectX 10.1, a placa necessitou de recorrer a controladores antigos do Windows 7 datados de 2012 para garantir que o ambiente gráfico funcionava de forma correta.

Para conseguir o arranque da máquina, foi imperativo ignorar as imposições de segurança habituais, como a presença do módulo TPM, a ativação do Secure Boot e a formatação em GPT para o arranque via UEFI. Toda a plataforma operou sem UEFI, recorrendo à norma ACPI 1.1 antiga, e utilizando um disco SSD SATA da Toshiba para tentar extrair o máximo de velocidade possível da interface limitada.

Apesar deste choque geracional de componentes, o desempenho geral revelou-se surpreendentemente estável. O processador conseguiu lidar com tarefas básicas e reprodução de vídeo sem atingir o limite de utilização. O equipamento teve ainda capacidade para correr videojogos clássicos de forma fluida, como é o caso do Half-Life 2. Esta proeza ilustra que as limitações impostas por software muitas vezes não refletem a incapacidade real do hardware, permitindo a entusiastas prolongar a vida útil de peças que pareciam definitivamente destinadas à reciclagem tecnológica.

Adicionar o TugaTechcomo Fonte Preferida no Google Escrito por Pedro Fernandes (DJPRMF) Aficionado por tecnologia desde o tempo dos sistemas a preto e branco