Wilson Piazza revelou ao Metrópoles as impressões que teve de Brasil 70 e contou sobre as conversas de vestiário retratadas na série

Mesmo com a reprodução fiel das jogadas que marcaram o tricampeonato da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, um aspecto da série Brasil 70 – A Saga do Tri despertou a curiosidade do público: as conversas retratadas nos bastidores são reais ou fazem parte da licença dramática da produção?

Para esclarecer a dúvida, o Metrópoles ouviu Wilson da Silva Piazza, zagueiro da Seleção campeã de 1970 e um dos jogadores que viveram aqueles momentos. Segundo ele, “algumas das conversas de vestiário exibidas na série não refletem com exatidão a realidade da época”. Piazza também ressaltou que não esteve presente em alguns dos momentos retratados.

“Embora eu tenha vivenciado a grande maioria dos acontecimentos retratados, algumas das conversas de vestiário ali exibidas eu não presenciei ou não refletem com exatidão a realidade da época. Contudo, carrego comigo uma máxima sagrada do futebol, ‘o que acontece no vestiário, fica no vestiário’”, explicou.

Wilson Piazza com taça que foi enviada pela CBF a todos os campeões pela seleção

Wilson Piazza e Biel Silva, ator que o interpretou na série Brasil 70

Apesar disso, o ex-jogador disse que compreende que uma produção audiovisual faça uso da licença poética. “Há um natural romantismo por parte da direção e da produção para conduzir a narrativa cinematográfica, o que é totalmente compreensível”, justificou.

De modo geral, o zagueiro diz que ficou muito satisfeito com a série e destacou que, embora a participação dele na tela seja pontual, foi uma experiência gratificante ver aquele período tão marcante da história ser resgatado.

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“O que realmente importa é que éramos um grupo extraordinariamente unido, e foi uma honra incomensurável ter sido parceiro daquele esquadrão maravilhoso”, afirmou.

Em Brasil 70, Wilson Piazza é representado pelo ator Biel Silva. Os dois chegaram a se conhecer pessoalmente o que, para o atleta, foi um momento de imensa satisfação. “Foi comovente testemunhar a emoção dele. Ver esse respeito e dedicação da nova geração à nossa história é o maior prêmio que a arte e o futebol podem nos dar”, agradeceu.