Encargo resulta das medidas já adotadas para o próximo ano. Ainda, antigo ministro da Economia António Costa Silva avisa que depois do PRR o país vai ter de ser criativo nas políticas públicas.

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Jornal das cinco com Miguel Vítor Dias. Em destaque: Luís Neves prestou esclarecimentos ao início desta tarde e diz que nada o vai afastar do cargo de Ministro da Administração Interna.

O antigo diretor da Polícia Judiciária diz que não se deixa intimidar e que agora está até mais motivado para desempenhar o cargo de ministro com o objetivo de combater o populismo. Durante a cerimônia de comemoração do aniversário do Comando Regional da PSP da Madeira, Luís Neves desafiou diretamente André Ventura para lhe colocar as questões que entender.

No próximo dia oito, dentro de oito dias, na parte da tarde, terei a audição regimental no Parlamento. Quer dizer ao deputado André Ventura que estou totalmente disponível para lhe responder a qualquer questão que ali seja colocada.

Luís Neves, no momento de resposta aos jornalistas, em que se disponibilizou para responder a três perguntas, o ministro da Administração Interna, que durante o discurso oficial respondeu aos casos dos últimos dias e assegura que nada vai afastar do cargo que desempenha atualmente.

Percebeu que não me pode atacar por inação. Percebeu que não me pode atacar por desconhecimento. Escolheram, por isso, a única estratégia que conhecem: lançar suspeitas, atacar a honra e tentar intimidar com base na mentira. A mim não me intimidam. Jamais me intimidarão. Escolheram, por isso, repito, esta única forma. Daqui digo, com absoluta serenidade e total firmeza: nada nisto me intimida ou condiciona.

Luís Neves, que garante ter cumprido sempre a lei, que os bens apreendidos em operações policiais devem ser postos ao serviço de quem combate o crime. O ministro da Administração Interna, que critica as investigações jornalísticas que têm por base invejas de pessoas que afastou no passado e rejeita ter a autoridade diminuída.

Cometi um ou outro erro, que já o reconheci com toda a humildade, mas que não põe em causa a minha ação. Todos sabem que nunca procurei esconder, fosse o que fosse, mas há uma distância que não permitirei que seja apagada entre os erros que assumi e aquilo que se falam de crimes que não cometi. Quero também repetir com toda a frontalidade que aquilo que me cabe assumir. Nunca tomei uma decisão que pudesse prejudicar o Estado. Nunca, jamais, em tempo algum. E disponibilizei-me sempre, e continuo disponível, para todo escrutínio judicial, financeiro, político e jornalístico.

Luís Neves durante a cerimônia de aniversário do Comando Regional da Polícia de Segurança Pública da Madeira a responder aos casos conhecidos nas últimas semanas.

E André Ventura anunciou para hoje uma decisão sobre a moção de censura ao governo, na sequência dos problemas com Luís Neves, mas, para já, apenas reagiu aos esclarecimentos do ministro a partir das redes sociais.

Impressionante, inarrável e inqualificável. Foram estas as três expressões que André Ventura encontrou para criticar a intervenção de Luís Neves. Numa curta mensagem nas redes sociais, o líder do Chega deixa a pergunta: "O que saberá Luís Neves sobre o primeiro-ministro?" André Ventura, que prometeu anunciar uma decisão sobre a moção de censura ainda hoje e remeteu esse anúncio para depois de uma reunião dos órgãos do partido. Para já, ainda não se sabe se a reunião já decorreu e se já existe uma decisão. Também a presidente da Iniciativa Liberal publicou uma missiva nas redes sociais em que reafirma que Luís Neves não tem condições para continuar. Mariana Leitão fala em crise grave nas instituições e acrescenta que a continuidade do ministro destrói a imagem da PJ e arrasta o governo, colocando-o em crise permanente.

Nas finanças, o orçamento do Estado para o próximo ano já tem mais de quatro mil e quinhentos milhões de euros comprometidos.

O governo indicou à Assembleia da República que as medidas já adotadas para o orçamento do Estado do próximo ano representam um encargo de quatro mil e setecentos milhões de euros. Este documento, o quadro de políticas invariantes, é entregue anualmente pelo governo à Assembleia da República antes da entrega da versão final e do início da discussão do orçamento. Este quadro antecipa assim o valor já comprometido antes de contar com as novas medidas.

Falamos agora de saúde porque a ministra falou esta tarde e disse que faltam oitocentos e cinquenta enfermeiros ao Serviço Nacional de Saúde.

Ana Paula Martins relativiza o desperdício de mais de três mil enfermeiros devido à demora da aprovação dos planos de desenvolvimento organizacional das unidades de saúde. A ministra diz que os novos profissionais têm oportunidades de emprego além do SNS, nomeadamente no setor privado e no setor social. À margem da inauguração de um centro de saúde requalificado em Porto de Mos, Ana Paula Martins revela que as unidades de saúde precisam de entre oitocentos e cinquenta a oitocentos e setenta enfermeiros, mas que contratar não é a única solução.

O número de enfermeiros que nos foram transmitidos como sendo necessários para suprir as necessidades neste momento são à volta dos oitocentos e cinquenta, oitocentos e setenta enfermeiros. Estão concentradas as necessidades, cerca de dois terços são os baú Tejo. O que eu queria dizer também é que, mais uma vez, não é só através da contratação. A contratação é uma parte importante, mas é também através da ampliação de horários.

A ministra da Saúde, que admite ainda que a situação nas urgências de Lisboa e Vale do Tejo vai continuar sob pressão nos próximos tempos.

Acho que nas próximas semanas nós podemos ter esta situação várias vezes. Várias são as razões. A primeira é que nós temos, de facto, ali uma pressão assistencial enorme. Temos uma situação também de falta de recursos humanos naquela ULS especificamente, falta de enfermeiros, muita falta de enfermeiros, muita falta de médicos também, concretamente na urgência.

Ana Paula Martins à margem da requalificação de uma unidade de saúde em Porto de Mos.

Na educação, o ministro está de consciência tranquila, é isso que diz De consciência tranquila quanto ao inquérito aberto pelo Ministério Público às falhas na correção dos exames nacionais.