Existem momentos em que até mesmo quem não está acostumado a raciocinar com maturidade parece tomado por um inusitado desejo de fazer as coisas da maneira co...
Existem momentos em que até mesmo quem não está acostumado a raciocinar com maturidade parece tomado por um inusitado desejo de fazer as coisas da maneira correta.
Ontem foi o dia de Neymar.
Ao menos no que diz respeito ao seu comportamento na Arena de Itaquera, é digno dos maiores elogios.
Dentro de campo, agiu com fair play ao se deparar com um adversário lesionado.
Fora dele, atendeu a um torcedor corinthiano de oito anos, próximo ao setor das numeradas adversárias, correndo os riscos inerentes à aproximação de espaços tomados por imbecis.
Depois, protagonizou uma entrevista coerente, exaltando o adversário e o amor do torcedor do Corinthians, no tom exato, sem minimizar a importância histórica do Santos.
Deixou claro, ainda, que Palmeiras e Flamengo estão, hoje, em um patamar acima dos demais.
Pena que as surpreendentes 24 horas tenham chegado ao fim.
Como Neymar acordará hoje?
Tomara que seja, ainda que tardiamente, disposto a manter esses hábitos de maturidade.




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