3 coisas que você controla nos investimentos e 3 que não - Educação Financeira
Diante desse cenário, parei para refletir sobre três coisas sobre as quais temos TOTAL controle quando o assunto é investimentos, e outras três diante das quais não temos o que fazer, cabendo apenas seguir o fluxo.
(Ah, não! Lá vem você com esse papinho justo agora que tudo está caindo!)
Eu entendo bem a sua frustração até porque não foi só a sua carteira que caiu de fato, raio de sol, mas a de todos os investidores. Ainda assim, você está no comando. Explico o motivo: é você quem escolhe os ativos nos quais aceita correr riscos em busca de um ganho (e não estou falando de ganho no curto prazo), e é você quem define se está comprado em ações, FIIs, ativos internacionais, ETFs ou criptomoedas.
Se o mercado caiu, são outros quinhentos. Mas quem dá o comando e aperta o botão de compra é você, meu amigo. Ou seja, não terceirize algo tão importante (não culpe o analista ou o político da vez). Agora, cabe a você julgar se o que o analista diz ou o que o político faz pode influenciar os fundamentos dos seus ativos e aí, sim, ajustar a direção da sua carteira.
Aproveitando esse gancho, você não consegue controlar a cabeça dos outros. Se hoje o país ou aquela ação queridinha que você tanto gosta tomarem direções opostas às que você imaginava antes, isso acontece simplesmente porque esse fator foge do seu alcance.
Você não pode controlar quem está na cadeira do Planalto ou os conselheiros que estão no comando da Itaúsa, por exemplo. Não se engane: às vezes, é melhor reconhecer o que não está nas nossas mãos do que fingir ter controle sobre o que não se sabe de fato.
O fato é que, em um mundo globalizado como o nosso, você pode e deve calibrar um pouco a sua estratégia de investimentos. Por exemplo: se a vitória de um candidato favorece e dá mais incentivo a um determinado setor da economia, atente-se e vá fazendo ajustes graduais conforme os sinais se confirmam.
Por outro lado, não há como prever com exatidão os vencedores do próximo ciclo, ou janela de anos, como preferir chamar.
Mesmo que algum setor tenha certos benefícios com a política local, algumas empresas, por questões específicas como dívidas elevadas ou decisões erradas da gestão, podem de fato ir à ruína. Por isso, você não tem controle sobre quem serão os grandes vencedores lá na frente.
(Nota: Aqui eu inverti a ordem das posições de propósito!)
Tenha ciência de que muito do que sai na imprensa aparece porque alguém tem interesse naquela notícia. Lembro bem dos relatos do Barack Obama sobre os bastidores da Casa Branca, nos quais ele explicava que tanto os problemas que chegam à mesa de um presidente quanto os comunicados oficiais passam por diversos filtros antes.
Na prática, na época em que governava, ele recebia diariamente informações sensíveis que era obrigado a não deixar vir a público de imediato para evitar pânico no mercado ou crises maiores, ou seja, quando uma informação finalmente vira manchete, ela já foi cuidadosamente filtrada antes.
No fim das contas, não controlamos o noticiário; a única coisa sobre a qual temos controle real são as nossas próprias decisões.
Por isso, o que vale é ter plena convicção de que as quedas na Bolsa ou na vida real podem até nos machucar no presente, mas, em um intervalo de cinco, dez ou vinte anos, serão apenas pequenas manchetes diante de toda a nossa jornada.
Por isso, meu amigo investidor e minha amiga investidora, foque naquilo que você controla e o resto, deixe acontecer.
Entre investimentos, futebol, filmes e boletos, às vezes escrevo algo que faça sentido. Leitor curioso quando o assunto me interessa. E não, eu não sou escritor.




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