Com a chegada das temperaturas mais baixas, aumentam também as queixas de nariz entupido, espirros, coriza e desconforto respiratório. Embora [...]
Com a chegada das temperaturas mais baixas, aumentam também as queixas de nariz entupido, espirros, coriza e desconforto respiratório. Embora muita gente atribua o problema apenas ao frio, os verdadeiros responsáveis pelo agravamento da rinite e da sinusite estão, muitas vezes, associados aos hábitos típicos do inverno.
A otorrinolaringologista Elisa Campbell Ferreira explica que o frio não é o principal vilão. O problema, segundo a especialista, está no aumento do tempo passado em ambientes fechados, na maior exposição a vírus, poeira e ácaros e na redução da umidade do ar. Além disso, a médica aponta que o ressecamento da mucosa nasal compromete suas funções de defesa.
A seguir, confira 5 hábitos para proteger o nariz e evitar crises de rinite e sinusite no inverno!
Beber água regularmente ajuda a evitar o ressecamento das vias respiratórias e facilita a eliminação das secreções. A hidratação adequada também contribui para o funcionamento das defesas naturais do organismo.
Mesmo nos dias mais frios, abrir portas e janelas por alguns períodos do dia ajuda a renovar o ar e reduzir a concentração de vírus, poeira e alérgenos dentro de casa.
Cobertores guardados por longos períodos costumam acumular poeira e ácaros, considerados alguns dos principais desencadeadores da rinite alérgica. Colchões, travesseiros, cortinas e tapetes também merecem atenção especial.
Apesar do alívio imediato, o uso frequente desses medicamentos pode provocar efeito rebote e agravar a obstrução nasal, levando ao desenvolvimento da chamada rinite medicamentosa.
Outro cuidado importante envolve o uso de ar-condicionado e aquecedores. Embora tragam conforto térmico, esses equipamentos podem ressecar ainda mais as vias respiratórias quando utilizados por longos períodos. A recomendação é manter os filtros limpos, evitar o uso contínuo e, sempre que possível, adotar medidas que ajudem a preservar a umidade do ambiente.
As crianças também costumam sofrer mais durante o inverno. Segundo Elisa Campbell Ferreira, aquelas que frequentam escolas e creches podem apresentar entre 12 e 18 infecções virais por ano, especialmente nos primeiros anos de convivência coletiva. Os pais devem procurar avaliação médica quando a secreção nasal ou a obstrução persistirem por mais de 10 a 14 dias, houver febre prolongada, dificuldade para respirar, roncos importantes ou infecções de ouvido recorrentes.
Por Juliana Magalhães




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