Confronto, que durou cerca de 1h30, só contou com três candidatos: Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante)
O primeiro debate presidencial televisivo de 2026 foi realizado na noite desse domingo (23/8), promovido pela Band. Seis candidatos foram convidados, mas apenas três compareceram ao encontro: Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).
O confronto durou cerca de 1 hora e 30 minutos e abordou temas como o fim da escala de trabalho 6×1 e propostas para a segurança pública.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição, o senador e candidato do PL, Flávio Bolsonaro, e o ex-governador de Minas Gerais e candidato do Novo, Romeu Zema, não compareceram ao debate. Ao chegar à emissora, o candidato do Avante, Augusto Cury, anunciou que não participaria do confronto por estar desfalcado, mas mudou de ideia posteriormente.
Ao contrário de Zema, que não foi citado por seus adversários em nenhum momento e tampouco foi criticado pela ausência, Lula e Flávio Bolsonaro foram alvo de críticas dos demais candidatos por não estarem presentes.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Ao abrir o debate, Renan Santos afirmou que os dois principais candidatos na disputa “desrespeitaram os brasileiros” por terem faltado ao encontro. Ele também os chamou de “covardes e canalhas”. “Com um país completamente em crise, esses dois criminosos não vieram ao debate. Desrespeitaram os brasileiros. Vivem brigando por aí na internet, mas eles próprios são covardes”, disse.
O candidato do Missão declarou ainda que Lula e Flávio seriam ambos defensores dos interesses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Na mesma linha, Ronaldo Caiado declarou que Flávio estaria envolvido no “Dark Horse” — Vorcaro financiou o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro (PL) — e Lula no “Dark Lobby”, em referência às investigações que envolvem o filho do petista, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por suspeita de tráfico de influência para fechar contratos com o governo federal.
Augusto Cury (Avante) em debate da Band
Candidato Renan Santos (Missão) aponta para púlpito de Lula (PT), ausente em primeiro debate
Augusto Cury (Avante) em debate da Band
Ronaldo Caiado (PSD) no debate da Band
Augusto Cury (Avante) em debate da Band
Augusto Cury (Avante) em debate da Band
Renan Santos (Missão) no debate da Band
Ronaldo Caiado (PSD) no debate da Band
Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) no debate da Band
Já Augusto Cury dirigiu suas críticas a Lula ao responder sobre educação e afirmou que a situação educacional do Brasil “não é boa”.
Personalidades políticas também ocuparam a plateia. O presidente do PSD e vice na chapa de Ronaldo Caiado, Gilberto Kassab, foi flagrado cochilando durante o debate.
No primeiro bloco, os candidatos debateram temas como violência contra a mulher, empreendedorismo e educação. Um dos principais assuntos do confronto, no entanto, foi segurança pública.
Ao falar sobre o tema, Cury disse que vai criar o Ministério da Segurança Pública e que Caiado será o “xerife”. O ex-governador declinou do convite e afirmou que, caso eleito, o combate ao crime organizado em seu governo será feito com inteligência artificial, integração das polícias e batalhões bem treinados. Ele pontuou ainda que autorizaria os governadores a legislarem sobre segurança pública.
Para combater o crime, o candidato do Avante afirmou que pretende implantar o projeto Força de Alerta Total (FAT), com o objetivo de integrar as polícias Federal, Militar e Civil. O escritor também disse que criaria uma polícia especial de elite, com efetivo de 400 mil policiais.




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