Sede do MPT, em Campinas Fernando Pacífico / G1 O Ministério Público do Trabalho (MPT) da 15ª região, que tem sede em Campinas (SP) e atende 599 dos 645 municípios do estado de São Paulo, já recebeu dez denúncias de assédio eleitoral, mesmo estando a 46 dias …
Por g1 Campinas e região
19/08/2026 18h25 Atualizado 21/08/2026
O MPT da 15ª região recebeu 10 denúncias de assédio eleitoral a 46 dias do primeiro turno das eleições de 2026.
Do total de casos registrados pelo órgão estadual, três denúncias estão em fase de apuração em municípios da região de Campinas.
Para conscientizar e orientar trabalhadores, o órgão lançou uma cartilha explicativa sobre o que caracteriza a prática abusiva e como identificá-la.
Entre as situações relatadas estão a criação de grupos de mensagem para propaganda política e o envio obrigatório de conteúdos aos funcionários.
As irregularidades constatadas podem gerar punições nas esferas eleitoral, trabalhista e criminal. As denúncias no MPT podem ser feitas sob sigilo de dados.
Eleições 2026: MPT da região recebe dez denúncias de assédio eleitoral
O Ministério Público do Trabalho (MPT) da 15ª região, que tem sede em Campinas (SP) e atende 599 dos 645 municípios do estado de São Paulo, já recebeu dez denúncias de assédio eleitoral, mesmo estando a 46 dias do primeiro turno, agendado para 4 de outubro de 2026.
O dado foi informado pelo próprio órgão, que ainda levantou que dos dez casos, três estão sendo apurados em cidades da região de Campinas. Entenda abaixo o que é o assédio eleitoral e como denunciar.
"É bastante preocupante. Em 2022, tivemos mais de 3,3 mil denúncias no Brasil todo. Essas denúncias apareceram principalmente perto da eleição, logo antes e entre o primeiro e o segundo turno. Este ano a gente já tem, no Brasil, cerca de 600 denúncias e a gente mal começou o período de propaganda eleitoral", avaliou Mariana Tramonte, procuradora do MPT da 15ª região.
"A gente ainda está muito longe das eleições. É preocupante porque a nossa intenção é que não aconteça, que a gente consiga atuar firmemente nos casos que ocorrerem e que eles não venham a acontecer", completou.
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Para conscientizar os trabalhadores, o MPT lançou uma cartilha com informações sobre o que é o assédio eleitoral. O objetivo é evitar que novos casos aconteçam.
"A gente tem desde aquela empresa que chama todos os trabalhadores para apresentar um candidato como próprio, isso é muito comum, até mesmo aquelas que fazem campanha direta", detalhou Tramonte.
Quem pode ser assediado
Sede do MPT, em Campinas — Foto: Fernando Pacífico / G1
Segundo o MPT, considerando que o ambiente de trabalho é único, todas as pessoas de uma empresa podem ser vítimas do assédio eleitoral:
Pessoas que trabalham, independentemente do seu estatuto contratual (empregados e empregadas, servidores e servidoras, terceirizados e terceirizadas);Pessoas em formação, incluindo estagiários e aprendizes;Trabalhadores cujo contrato de trabalho foi rescindido;Voluntários;Pessoas à procura de emprego e candidatos a um emprego;Indivíduos que exercem autoridade, deveres ou responsabilidades de um empregador.
Quando é assédio eleitoral?




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