Bem vindo, FlatOuter! Aqui está nossa seleção diária das notícias mais importantes e relevantes do mundo automotivo para você ficar por dentro de tudo, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos desalmados gerados por IA alucinadas. (Para comp…

Bem vindo, FlatOuter! Aqui está nossa seleção diária das notícias mais importantes e relevantes do mundo automotivo para você ficar por dentro de tudo, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos desalmados gerados por IA alucinadas.

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A Volkswagen não diz com toda as letras, mas é evidente que a nova série especial da Amarok é uma despedida da atual geração. A Volkswagen Amarok Unlimited foi revelada há pouco tempo na Argentina e agora chega ao Brasil. E apesar do nome, ela é limitada, sim — serão vendidos apenas 200 exemplares. O preço ainda não foi revelado.

O interior, que traz bancos e volante revestidos em couro, é bem munido de equipamentos: ar-condicionado digital de duas zonas, central multimídia Composition Touch com tela de 9 polegadas, seis airbags, freios ABS com função off-road, frenagem automática pós-colisão e diferencial traseiro com bloqueio mecânico são alguns deles. Além disso, uma plaqueta numerada no painel deixa claro que esta é uma Amarok especial.

A Amarok Unlimited será vendida apenas com o motor V6 turbodiesel de três litros com 258 cv (com picos de 272 cv graças ao sistema overboost) e 59,1 kgfm de torque, ligado conhecida à caixa automática ZF de oito marchas. A tração, claro, é integral 4Motion.

A picape chegará às lojas em outubro — mas, antes disso, será apresentada ao público durante o evento Circuito Sertanejo, em Jaguariúna (SP), que começa no próximo final de semana. (Dalmo Hernandes)

O carro foi uma das grandes atrações do Tutto Bene Hillclimb, realizado nos arredores do Lago Maggiore, na Itália. Além do design extremamente bem resolvido, que traduz com sucesso a linguagem visual da Genesis para um superesportivo, o que chamou a atenção foi o som do motor V8. Mesmo acelerando moderadamente, o Magma GT tem um ronco borbulhante, profundo e muito alto.

Trata-se de um V8 de 3,2 litros cujo projeto é derivado do quatro-cilindros de 1,6 litro usado no Hyundai i20 N de rali. A Hyundai já usa uma versão híbrida desse motor em seu protótipo GMR-001 LMDh, que disputa a categoria dos Hypercars em Le Mans. Aqui, porém, não há qualquer sinal de eletrificação — é tudo combustão.

Como o Genesis Magma GT, apesar de parecer pronto para ganhar as ruas, ainda é oficialmente um conceito, a fabricante prefere manter as demais especificações técnicas em segredo. Sabe-se, porém, que o projeto deverá dar origem a toda uma família, incluindo uma versão roadster, um brinquedo de pista e uma versão que segue o regulamento da categoria GT3 da FIA.

A versão final de produção ainda não tem data para chegar, mas as suposições mais otimistas falam em algum momento de 2027, embora 2028 pareça mais provável. De todo modo, torcemos para que o Genesis Magma GT não mude muito até lá. (Dalmo Hernandes)

Duas câmeras com inteligência artificial instaladas nos km 17 e 18 da Rodovia Raposo Tavares, na chegada à cidade de São Paulo, ajudaram a aplicar 2.316 multas em apenas um mês — aproximadamente uma autuação a cada 19 minutos, 24 horas por dia. Nenhuma delas foi por excesso de velocidade: entre 3 de agosto e 3 de setembro, foram registradas 1.386 infrações relacionadas ao cinto de segurança e outras 930 pelo uso de celular ou fones de ouvido.

O sistema analisa imagens do interior dos carros e seleciona possíveis infrações, que depois são verificadas pela Polícia Militar Rodoviária antes da aplicação da multa. A tecnologia também é capaz de ler placas por OCR, embora não haja confirmação de que estes equipamentos estejam sendo usados para identificar automaticamente veículos roubados ou furtados.

O que chama a atenção é a prioridade dada à automação da autuação. Nesta primeira fase, por exemplo, as câmeras ainda não identificam automaticamente veículos parados, pedestres ou objetos sobre a pista — situações nas quais uma detecção por IA seguida de intervenção imediata poderia evitar diretamente um acidente.E aqui chegamos a uma velha discussão do FlatOut: a desumanização da fiscalização. Usar celular ao volante é perigoso e andar sem cinto é uma estupidez, e uma câmera registra a infração e gera uma multa que o motorista só irá descobrir dali a algumas semanas. O Estado toma como suficiente a imposição da multa, sem interromper o comportamento perigoso naquele instante. O motorista flagrado digitando continua dirigindo distraído depois de passar pela câmera, e pode até causar um acidente grave em seguida — ao contrário do que acontece quando uma abordagem policial interrompe a conduta imediatamente.

A pergunta aqui é: estes aparelhos estão realmente evitando acidentes? Depois de 2.316 autuações em um mês, seria interessante saber também quantos acidentes foram evitados, quantas situações perigosas foram interrompidas e quantos veículos roubados foram recuperados com a ajuda dessas mesmas câmeras. Porque uma fiscalização mais eficiente, afinal, não deveria ser medida apenas pela quantidade de multas que consegue produzir, e sim quanta segurança ela consegue proporcionar. Não é esse o objetivo? (Leo Contesini)

Enquanto as fabricantes tradicionais instaladas nos EUA tentam convencer o Congresso americano a fechar definitivamente o país aos carros chineses, o presidente Donald Trump está aberto às fabricantes chinesas se elas construirem fábricas localmente e contratarem trabalhadores americanos.

Em entrevista à Fox News, Trump diz que o problema seria produzir os carros no México para depois exportá-los aos EUA. A comparação usada por Trump foram as fabricantes japonesas, que enfrentaram resistência semelhante décadas atrás, mas acabaram construindo fábricas no país e hoje empregam dezenas de milhares de americanos — e até lideram alguns segmentos do mercado.

O discurso vai de encontro à posição da Alliance for Automotive Innovation, associação que reune praticamente todas as grandes fabricantes nos EUA — Ford, GM, Stellantis, Toyota, Volkswagen, Hyundai e Honda. No começo deste mês, o grupo pediu ao Congresso uma “proibição permanente da venda, importação e fabricação de veículos conectados chineses, hardware e software”, argumentando que os subsídios do governo chinês e a conectividade dos carros representam riscos econômicos e de segurança nacional.

Na prática, os carros chineses já estão bloqueados nos Estados Unidos. Além das tarifas superiores a 100% sobre elétricos chineses, uma regulamentação aprovada durante o governo Joe Biden restringe hardware e software automotivo ligados à China, o que dificulta a venda e produção de carros chineses com qualquer tipo de conectividade.

O que chama a atenção é que, enquanto Trump diz que aceitaria fábricas chinesas empregando americanos, os integrantes de seu governo e parlamentares de seu partido vêm pressionando a Ford por suas relações com empresas chinesas como CATL e Geely.

Parece que os americanos estão chegando à mesma conclusão que outros países já chegaram: se não é possível impedir os fabricantes chineses, talvez seja melhor obrigá-los a fabricar localmente para gerar empregos, investimentos e tecnologia. (Leo Contesini)