Startup brasileira Gauss cruza exames, hábitos e objetivos individuais para criar planos de suplementação hiperpersonalizados
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A startup brasileira Gauss usa inteligência artificial para criar planos de suplementação manipulada personalizados, cruzando dados que vão de peso e idade a exames de sangue, bioimpedância, testes genéticos, sono e rotina. Segundo o médico Thiago Ferraz, CMO da empresa, a proposta se enquadra na medicina de precisão, que sai da abordagem de massa para definir quanto cada pessoa realmente precisa de cada ativo. O usuário acessa por um link, faz uma anamnese gratuita, sobe os próprios exames e escolhe entre seis objetivos, como ganho de massa, perda de peso, cognição, sono, longevidade e energia. A IA organiza tudo e sugere ativos e dosagens, mas a recomendação passa obrigatoriamente pela validação de uma equipe médica antes de virar receita enviada a farmácias parceiras. Quem não quiser assinar nem comprar pode baixar de graça um relatório em PDF para levar ao próprio médico.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Você provavelmente já ouviu falar que modelos de inteligência artificial permitem que cada cliente pode ser atendido como se fosse único. O mesmo vale para pacientes, conforme relata o médico Thiago Ferraz, CMO da startup Gauss.
A empresa usa IA para, a partir de uma variedade enorme de dados, propor suplementos personalizados para os objetivos do usuário de sua plataforma. A pessoa conta se busca ganho de massa, perda de peso, melhoria na cognição, dentre outros, e uma combinação de tecnologia com supervisão de profissionais de saúde humanos fornece um plano de ação que inclui enviar a receita para farmácias parceiras.
A Gauss se enquadra no conceito de medicina de precisão com IA, sobre o qual Ferraz conta a seguir, além de detalhar o modelo de negócio da empresa.
A medicina é a arte, se a gente pode colocar dessa forma, de angariar a maior quantidade de sinais, sintomas e dados específicos de uma pessoa e definir a melhor linha de tratamento. Antes isso se fazia com uma abordagem de massa, agora a tecnologia permite partir para o hiperpersonalizado. Do geral para o individual, usando IA para analisar uma variedade enorme de dados.
A ideia é reunir o máximo de informação possível sobre o paciente, o que engloba desde dados físicos básicos, como peso, altura, idade, sexo e etnia, até resultados de exames mais complexos, como análises bioquímicas (sangue), bioimpedância, exames de imagem e testes genéticos. Mas entra tudo aqui: fatores sociodemográficos e comportamentais, rotina de trabalho, tempo de deslocamento diário, qualidade do sono, condições emocionais, nível de hidratação e até mesmo as relações familiares e sociais.
Não só o avanço tecnológico, mas ele conta muito. As tecnologias de diagnóstico por imagem e bioquímico evoluíram muito. As técnicas de análise do paciente também, circunferências, peso, bioimpedância. E os testes genéticos vieram com muita força, cada vez mais na rotina dos pacientes.
A ideia é não definir a suplementação apenas pela média, como dizer “vamos dar 500 mg de vitamina C e pronto”. A gente busca entender quanto aquela pessoa realmente precisa, considerando exposição ao ambiente, marcadores inflamatórios, sinais e sintomas, exames laboratoriais e teste genético.
A questão é entender o que aquela pessoa específica precisa e em que quantidade. Também é preciso considerar o que combina melhor dentro da bioquímica dela: o que pode atrapalhar, efeitos colaterais e comorbidades.
Por enquanto, temos seis: ganho de massa, perda de peso, cognição, sono, longevidade, energia.
O acesso é feito por meio de um link web direto, que funciona tanto em celulares quanto em computadores. A gente recomenda fazer no desktop, atualmente. A etapa inicial da jornada é 100% gratuita, e é o momento em que o usuário insere dados básicos e responde a uma série de perguntas médicas. Funciona como uma grande anamnese. O usuário tem a opção de subir seus próprios exames laboratoriais na plataforma, e quanto mais dados fornecer maios será a precisão do diagnóstico.
A inteligência artificial da Gauss recebe essas informações, organiza tudo rapidamente e cruza os dados com um banco focado em suplementação. A IA gera um panorama sugerindo ativos e dosagens ligados ao objetivo que o usuário definiu, mas essa sugestão passa obrigatoriamente pela validação e revisão de uma equipe médica. É como se a gente colocasse a busca na rádio por uma estação, e o médico vem e faz o ajuste fino para deixar a sintonia perfeita.
Sim, é quando os dados “traduzidos” viram recomendação médica efetivamente. O paciente pode optar por fazer uma assinatura contínua, uma compra única da suplementação personalizada ou uma conversa por vídeo com profissionais da nossa equipe. Os assinantes ganham monitorias semanais e, conforme a evolução do tratamento, os novos dados podem levar a modificações nas fórmulas.
Sem problema. É possível apenas baixar um relatório em PDF gratuito com a análise, que pode ser levado e apresentado para o seu próprio médico de confiança. Vai pelo menos levar uma série de informações importantes sobre a própria saúde.
Alvaro Leme é doutorando e mestre em Ciências da Comunicação pela ECA-USP, jornalista e criador do podcast educativo Aprenda


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