Em abril de 1984, o ônibus espacial Challenger decolou com uma carga incomum no interior: cerca de 3.300 abelhas. O objetivo era observar se uma colônia conseguiria voar, se organizar e construir favos quando a gravidade deixasse de indicar onde ficavam o alto e o baixo. Por que a NASA levou milhares de abelhas para... The post A NASA enviou cerca de 3.300 abelhas para o espaço para testar a construção de colmeias sem gravidade; a colônia construiu cerca de 200 cm2 de favo em apenas

O experimento colocou o comportamento das abelhas em uma situação inédita

A NASA enviou cerca de 3.300 abelhas para o espaço para testar a construção de colmeias sem gravidade; a colônia construiu cerca de 200 cm² de favo em apenas 7 dias de microgravidade Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR

Em abril de 1984, o ônibus espacial Challenger decolou com uma carga incomum no interior: cerca de 3.300 abelhas. O objetivo era observar se uma colônia conseguiria voar, se organizar e construir favos quando a gravidade deixasse de indicar onde ficavam o alto e o baixo.

O experimento fazia parte do programa estudantil da NASA e voou na missão STS-41C, lançada em 6 de abril de 1984. A NASA registra que cerca de 3.300 abelhas participaram do teste em microgravidade.

A pergunta era simples: sem o peso orientando o corpo e a cera, as abelhas conseguiriam construir um favo com estrutura parecida à produzida na Terra?

O resumo técnico do experimento informa que as abelhas espaciais produziram cerca de 30 polegadas quadradas de favo. Em medida mais familiar no Brasil, isso corresponde a aproximadamente 194 cm².

O registro técnico da NASA descreve o favo como normal e informa que a colônia permaneceu em órbita durante a missão de aproximadamente 1 semana.

No começo, a falta de gravidade atrapalhou a orientação. Registros posteriores da NASA descrevem abelhas batendo nas paredes e tentando voar de maneiras pouco coordenadas.

Com o passar dos dias, o comportamento mudou. Elas passaram a se deslocar de um ponto a outro, caminhar, flutuar e formar cadeias com vários indivíduos.

Ele ficou próximo do padrão normal, mas apresentou diferenças na orientação das células. O banco de dados de ciências da vida da NASA relata que algumas peças tinham células inclinadas em direções diferentes dentro do módulo.

O registro do experimento também informa que a densidade média das células foi praticamente igual entre as peças avaliadas.

Leia também: Abelhas entendem a matemática do número zero.

O equipamento sobreviveu à missão e hoje faz parte do acervo do Smithsonian. A instituição confirma que o módulo alojou as cerca de 3.300 abelhas na STS-41C e depois foi reutilizado em outro experimento.

O teste mostrou que uma colônia consegue reorganizar parte do comportamento mesmo sem a referência constante da gravidade. Em 7 dias, as abelhas transformaram uma caixa orbital em uma pequena colmeia funcional.