Os recentes episódios envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), terão seu impacto nas eleições presidenciais testado na nova pesquisa Datafolha, quando o questionário testará se a escolha do eleitor para …
Os recentes episódios envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), terão seu impacto nas eleições presidenciais testado na nova pesquisa Datafolha, quando o questionário testará se a escolha do eleitor para presidente mudou após a crise. O levantamento também incluirá uma simulação de seguno turno entre Lula e o escritor Augusto Cury, confronto que não apareceu entre os cenários divulgados nas sondagens anteriores.
Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01833/2026, a pesquisa tem coleta prevista de 8 a 11 de setembro e divulgação em 11 de setembro. O Datafolha prevê entrevistar presencialmente 2.002 eleitores em pontos de fluxo populacional em todo o país. A margem de erro máxima informada é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento tem custo de R$ 307.641,60 e foi encomendado pelas empresas Folha da Manhã e Globo Comunicação e Participações.
Impacto da crise do STF
O formulário inclui três afirmações gerais sobre o STF: se os ministros da Corte têm poder demais, se o STF é essencial para proteger a democracia no Brasil e se as pessoas acreditam menos no tribunal agora do que no passado
Em seguida, o questionário apresenta aos entrevistados referências a mensagens de 2025 atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e ao ministro Alexandre de Moraes e pergunta se o eleitor tomou conhecimento do assunto. Depois, oferece alternativas sobre o que, na opinião do entrevistado, deveria acontecer com Moraes e questiona se a revelação descrita no formulário não mudou o voto, deixou o eleitor em dúvida ou fez mudar a escolha para presidente.
O Datafolha dedica também um bloco a André Mendonça. Nele, apresenta uma suspeita atribuída a Moraes — a de que Mendonça teria conduzido negociações de delações premiadas e direcionado alvos de investigação — e pergunta ao eleitor se tomou conhecimento do caso, que tipo de consequência considera adequada e se o episódio afetou sua intenção de voto.
Cury entra em novo teste de segundo turno
O novo questionário testa cinco confrontos de segundo turno. Quatro deles também foram divulgados na pesquisa Datafolha anterior, BR-03669/2026. O quinto, entre Lula e Escritor Augusto Cury, foi incluído na nova pesquisa.
Cenários de segundo turno no questionário atual:
Lula x Flávio BolsonaroLula x Ronaldo CaiadoLula x ZemaLula x Renan SantosLula x Escritor Augusto Cury — cenário novo
Resultados anteriores
O Datafolha mantém dois cartões estimulados para o primeiro turno. A única diferença entre eles é a presença de Pablo Marçal no primeiro cartão.
Na rodada anterior, o cenário sem Pablo Marçal teve os seguintes resultados:
Lula (PT): 38%Flávio Bolsonaro (PL): 33%Escritor Augusto Cury (Avante): 8%Ronaldo Caiado (PSD): 4%Renan Santos (Missão): 3%Romeu Zema (Novo): 2%Samara Martins (UP): 1%Edmilson Costa (PCB): 1%Rui Costa Pimenta (PCO): 1%Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0Clariana Barão (DC): 0Hertz Dias (PSTU): 0Branco/nulo/nenhum: 6%Indecisos: 3%
No cenário com Pablo Marçal, a pesquisa anterior registrou:
Lula (PT): 39%Flávio Bolsonaro (PL): 32%Escritor Augusto Cury (Avante): 7%Ronaldo Caiado (PSD): 4%Renan Santos (Missão): 4%Romeu Zema (Novo): 2%Pablo Marçal (PRTB): 2%Samara Martins (UP): 1%Rui Costa Pimenta (PCO): 0Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0Clariana Barão (DC): 0Edmilson Costa (PCB): 0Hertz Dias (PSTU): 0Branco/nulo/nenhum: 6%Indecisos: 3%
Lula 46%; Flávio Bolsonaro 44%; branco/nulo/nenhum 9%; indecisos 2%.Lula 46%; Ronaldo Caiado 41%; branco/nulo/nenhum 11%; indecisos 2%.Lula 48%; Romeu Zema 39%; branco/nulo/nenhum 12%; indecisos 2%.Lula 47%; Renan Santos 38%; branco/nulo/nenhum 13%; indecisos 2%.
Rejeição, decisão de voto e avaliação do governo
O novo questionário volta a medir a rejeição aos candidatos listados no cartão sem Pablo Marçal e pergunta, entre os eleitores que escolhem um nome, se o voto está totalmente decidido ou ainda pode mudar. Na rodada de 3 de setembro, o Datafolha divulgou que 71% dos entrevistados estavam totalmente decididos sobre o voto para presidente e 28% admitiam possibilidade de mudança.



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