A presença de dois técnicos campeões da Champions League na Copa do Mundo deste ano deixará um legado para a edição centenária de 2030

Carlo Ancelotti e Thomas Tuchel - (crédito: Patricia de Melo Moreira/AFP - Adrian Dennis/AFP) A presença de dois técnicos campeões da Champions League na Copa do Mundo de 2026 no Canadá, nos Estados Unidos e no México deixará um legado para a edição centenária de 2030 na Argentina, no Paraguai, no Uruguai, em Portugal, na Espanha e, ufa, no Marrocos.

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O mercado do futebol de seleções começa cada vez mais a seduzir figurões vencedores do torneio de clubes mais importante do mundo. Pentacampeão por Milan e Real Madrid, o italiano Carlo Ancelotti continuará dono da prancheta do Brasil por mais quatro anos, independentemente do resultado de amanhã contra a Noruega pelas oitavas de final.

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Vencedor da Champions League com o Chelsea em 2021, o alemão Thomas Tuchel está na próxima fase da Copa do Mundo contra o México no Estádio Azteca e pode ser o possível adversário de Carlo Ancelotti nas quartas de final. Até pouco tempo, isso era inimaginável. Técnicos como eles preferiam as nobres competições de clubes a administrar uma seleção.

Ausente na Copa do Mundo há três edições consecutivas, a Itália sonha com o mago espanhol Pep Guardiola para revolucionar o futebol do país tetracampeão. O catalão tem no currículo conquistas da Champions League pelo Barcelona e o Manchester City.

O fracasso alemão fez com que a federação mirasse em Jurgen Klopp. O lendário técnico do Liverpool, campeão da Champions League em 2019, está vinculado ao projeto do futebol da multinacional austríaca Red Bulls, mas sofre a tentação de assumir as rédeas dos tetracampeões mundiais. A disputa da Eurocopa em 2028 seria o primeiro grande desafio.

Apenas dois técnicos campeões da Champions League conquistaram a Copa do Mundo em quase 100 anos de histórias. Vicente del Bosque ostenta dois títulos da Orelhuda com o Real Madrid. Em 2010, brindou a Espanha com a glória inédita na África do Sul.

Marcelo Lippi ganhou a Liga dos Campeões com a Juventus em 1996. Dez anos depois, era o comandante da Itália na campanha do tetracampeonato ao superar a França na finalíssima no Estádio Olímpico, em Turim. Longe de ser uma regra. São raras exceções.

A lista de técnicos campeões da Libertadores vencedores da Copa do Mundo restringe-se a um nome: Luiz Felipe Scolari ganhou o principal torneio da América do Sul com o Grêmio em 1995, com o Palmeiras em 1999, e levou o Brasil ao pentacampeonato em 2002, na Ásia.

Carlo Ancelotti e Thomas Tuchel morderam a isca. Pep Guardiola e Jurgen Klopp estão na fila. Vicente del Bosque e Marcelo Lippi abriram o caminho. A Copa de 2030 está de braços abertos aos figurões da Champions League. As seleções podem, sim, competir com clubes.

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Formado na Universidade Católica de Brasília, cobriu a Copa do Mundo (10, 14, 18 e 22); Copa América (11, 19 e 21); Copa das Confederações (2013), Champions (15), Euro-2016 e a Olimpíada do Rio-2016.