Na Copa 2026, como se esperava, acontece uma maciça propaganda comercial, especialmente de casas de apostas, até na parada para hidratação durante as partidas. Leia mais (06/23/2026 - 21h28)

Cronista esportivo, participou como jogador das Copas de 1966 e 1970. É formado em medicina

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

benefício do assinante

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

benefício do assinante

Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

Salvar para ler depois

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

23.jun.2026 às 21h28

Edição Impressa Diminuir fonte

Na Copa 2026, como se esperava, acontece uma maciça propaganda comercial, especialmente de casas de apostas, até na parada para hidratação durante as partidas.

Certamente crescerão o número de viciados e os problemas mentais e financeiros. Muitos pobres gastam na jogatina o dinheiro reservado para necessidades essenciais. É fácil apostar, basta um clique. A mensagem no final dos anúncios comerciais que diz "Jogue com responsabilidade" é um cínico conselho, como já escreveu Sérgio Rodrigues, colunista desta Folha.

As enquetes, manchetes de recordes, estatísticas e comparações, muitas inúteis, com tantas variáveis, aumentaram bastante no Mundial. É a máquina de informações. As estatísticas costumam ser importantes, mas é preciso olhar, com profundidade, para o campo e para os números, como faz o colunista PVC.

Contra o Haiti, Carlo Ancelotti colocou Rayan porque ele tem características parecidas às de Raphinha, que entrava com velocidade em diagonal para receber a bola nas costas dos defensores adiantados.

Nesta quarta (24), contra a Escócia, que deve ter uma marcação recuada, perto da área, Luiz Henrique pode ser a melhor opção, por atuar aberto. Outra alternativa é escalar um centroavante.

Voltar Compartilhe Ícone Facebook Facebook Ícone Whatsapp Whatsapp Ícone X X Ícone de messenger Messenger Ícone Linkedin Linkedin Ícone de envelope E-mail Ícone de linkCadeado representando um link Copiar link Ícone fechar

Ancelotti deve manter o trio no meio-campo, com Casemiro centralizado, Bruno Guimarães de um lado e Paquetá do outro. Pela esquerda, Paquetá, com seus precisos lançamentos, facilita para Vinicius Junior. Além disso, Matheus Cunha, pelo meio e mais próximo à área adversária, não precisa voltar para marcar pela esquerda. O meio-campo com três fica mais preenchido, marca e constrói com mais eficiência.

As seleções, como se esperava, na média, estão mais intensas, compactas, pressionando mais para recuperar a bola no campo do adversário e fazendo mais gols. A Argentina foge do lugar comum, pois prefere marcar mais no meio campo em vez de pressionar, além de não ter pontas abertos, rápidos e dribladores.

Messi fez todos os cinco gols marcados pela seleção. Além da enorme criatividade, precisão técnica e da grande capacidade de definir rapidamente as jogadas, de tornar simples o que é complexo, possui a sabedoria de esperar o momento certo para brilhar. Como ele sabe? Sabendo.

Existe um saber inconsciente que antecede o raciocínio. Os neurologistas chamam de inteligência cinestésica.