Lula, que busca a reeleição, afirmou nos podcasts “Não Inviabilize” e “As Cunhãs” que sua equipe estuda medidas para limitar as apostas esportivas online. “Se depender da minha vontade pessoal, nós acabamos com as bets”, disse o presidente, ao citar o risco de gastos familiares e o acesso de crianças às plataformas por dispositivos eletrônicos.

As empresas de apostas passaram por regulamentação e tributação federal em 2023. Para operar regularmente, as companhias tiveram de pagar R$ 30 milhões por uma outorga válida por cinco anos; nesta terça-feira (20), a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda suspendeu sites vinculados a seis empresas por descumprimento de regras.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa, incluiu em seu programa de governo a proibição do uso de recursos de programas sociais federais em bets. A regra, porém, já vale desde outubro de 2025 para beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada. O vice da chapa, deputado Alfredo Gaspar (PL), afirmou que Flávio ainda não definiu posição sobre uma proibição total, mas que a equipe estuda rever a regulamentação.

Zema prometeu vetar o funcionamento das bets como “primeiro ato” caso vença a eleição. Em evento com mulheres que relataram casos de familiares afetados por apostas, o ex-governador de Minas Gerais comparou o vício em jogos à dependência química e disse que as autoridades “fecharam os olhos” para um problema que considera grave.

Renan Santos também promete acabar com as plataformas de apostas. Em debate da União Nacional das Entidades do Comércio e Serviços, o ativista do Movimento Brasil Livre (MBL) classificou as bets como “droga pior que crack” e associou a atividade a prejuízos à saúde mental, à renda e à produtividade dos trabalhadores.

Ronaldo Caiado (PSD) disse que pretende conter propagandas que incentivem apostas e usar o Coaf e a Receita Federal para monitorar o destino dos recursos movimentados pelo setor, mas não respondeu se apoiaria a proibição. Já Augusto Cury (Avante) defendeu “impostos altíssimos” e regulação mais rígida para inibir a prática e reduzir os recursos direcionados às empresas de apostas.