Os principais índices das bolsas de Nova York abriram em queda firme, com destaque perdas de ações de tecnologia ligadas a chips de memória e inteligência artificial (IA), diante de apostas em alta de juros pelo Federal Reserve (Fed) ainda este ano. Investido…

As bolsas de Nova York ganharam força, com o índice Dow Jones avançando, mas o S&P 500 e o Nasdaq ainda operam em queda, pressionados pelo setor de tecnologia, em meio ao aumento das apostas de que o Federal Reserve (Fed) poderá elevar os juros ainda este ano. No mercado de commodities, o petróleo recua com sinais de normalização do tráfego no Estreito de Ormuz e avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã, embora persistam dúvidas sobre os termos do acordo e sua durabilidade.

Por volta de 13h20 (de Brasília), o índice Dow Jones subia a 0,13%, a 51.782,71 pontos; o S&P 500 recuava 1,02%, a 7.396,85 pontos e o Nasdaq Composto tinha queda de 1,51%, a 25.770,320 pontos, após abrir em alta de mais de 2%. Micron Technology caía 9,8% e se destacava, enquanto Intel recuava 7%.

Analistas destacam que as maiores perdas se concentram em empresas de chips de memória e inteligência artificial, setores que acumulam fortes ganhos nos últimos meses e estão mais suscetíveis a realizações de lucro. Embora os fundamentos permaneçam robustos, a valorização acelerada aumenta o risco de correções.

Além disso, os mercados precificam um total de 0,50 ponto percentual de alta nos juros pelo Fed até o fim do ano, diante das pressões inflacionárias, especialmente nos custos de energia. Investidores guardam os dados do índice de preços de gastos com consumo (PCE), que será divulgado na quinta-feira, e é amplamente observado pelo Fed.

Ao longo da semana, também estão previstos discursos de autoridades do Fed, como o presidente da distrital de Nova Yok, John Williams, e o presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari. O presidente da distrital de Chicago, Austan Goolsbee, disse estar preocupado com a inflação e questionou se os fatores de alta de preços são apenas temporários.

O índice DXY – que mede a relação entre o dólar e uma cesta de moedas de países desenvolvidos – avançava 0,24%, para 101,39 pontos, nas máximas de um ano, à medida que a perspectiva de juros mais altos nos Estados Unidos reforçava a atratividade dos ativos denominados em dólar.

Já o petróleo Brent para entrega em agosto recuava 1,07% a US$ 77,05 por barril, e o WTI para o mesmo mês perdia 0,88% a US$ 73,21. O rendimento da T-note de dois anos caía a 4,194%, de 4,239% no fechamento anterior, enquanto o da T-note de dez anos cedia de 4,516% a 4,483%, acompanhado a queda nos preços do petróleo.

“O acordo entre os Estados Unidos e o Irã reduziu os riscos de alta da inflação decorrentes de preços mais elevados de energia”, diz o Goldman Sachs me nota. Os estrategistas de commodities do banco revisaram para baixo suas projeções para o petróleo, fixando-as em uma média de US$ 80 o barril no quarto trimestre de 2026 e US$ 75 em 2027, ante US$ 90 e US$ 80 anteriormente.