As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas nesta terça-feira (3), vão renovar 35 das 100 cadeiras do Senado e podem pôr fim à maioria do Partido Republicano na Casa. Leia mais (11/03/2026 - 17h55)

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As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas nesta terça-feira (3), vão renovar 35 das 100 cadeiras do Senado e podem pôr fim à maioria do Partido Republicano na Casa.

Atualmente com 53 assentos, contra 47 da bancada democrata —com 2 senadores independentes—, os republicanos enfrentam disputas especialmente acirradas em sete estados, segundo o boletim apartidário Cook Political Report: Texas, Maine, Ohio, Iowa, Michigan, Alasca e Kansas.

Veja abaixo a apuração nestas regiões.

No Texas, tradicional reduto conservador, o democrata James Talarico enfrenta o procurador-geral do estado, Ken Paxton, apoiado pelo presidente Donald Trump. O estado não elege um senador democrata desde 1988, e uma vitória de Talarico representaria uma conquista estratégica para a oposição. Em uma disputa apertada, o candidato libertário Ted Brown, que aparece com cerca de 3% das intenções de voto, também pode ter papel decisivo no resultado.

No Maine, a republicana Susan Collins tenta conquistar seu sexto mandato diante do democrata Troy Jackson, ex-presidente do Senado estadual. A disputa ocorre em um estado que votou na democrata Kamala Harris nas eleições presidenciais de 2024, mas que reelegeu Collins em 2020, mesmo com a vitória do democrata Joe Biden.

Em Ohio, o ex-senador democrata Sherrod Brown tenta retornar à Casa após perder a reeleição em 2024. Seu adversário é o republicano Jon Husted, indicado para ocupar a cadeira deixada por J. D. Vance quando este assumiu a vice-Presidência do país.

O Michigan é o único dos sete estados em que os democratas defendem uma cadeira. Com a saída do senador Gary Peters, a disputa opõe Abdul El-Sayed, ex-dirigente de saúde pública, ao ex-deputado republicano Mike Rogers. O estado, vencido por Trump em 2024, é uma das principais oportunidades de avanço dos republicanos.

Em Iowa, a deputada federal republicana Ashley Hinson enfrenta o deputado estadual democrata Josh Turek pela cadeira deixada por Joni Ernst, que decidiu não disputar a reeleição. O estado, que já deu duas vitórias presidenciais a Barack Obama, tornou-se mais favorável aos republicanos nos últimos anos.

Já no Kansas, o senador republicano Roger Marshall tenta a reeleição contra Adam Hamilton, pastor metodista e candidato democrata. A disputa tornou-se competitiva apesar do histórico conservador do estado, que não elege um senador do Partido Democrata desde 1932.

No Alasca, a disputa entre o senador republicano Dan S. Sullivan e a ex-deputada democrata Mary Peltola ganhou um elemento incomum: a presença de outro candidato chamado Daniel J. Sullivan Jr., professor aposentado sem filiação partidária.

Segundo o The New York Times, integrantes da campanha democrata ajudaram a recrutar o homônimo, o que poderia confundir eleitores. Peltola e o professor negam envolvimento no suposto esquema.

O governo Trump abriu uma investigação e tentou impedir a certificação de um eventual resultado que possa ter sido afetado pela confusão entre os candidatos, mas a solicitação foi negada pela Justiça.

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