Lula diz que quer acabar com as bets, enquanto candidatos à Presidência e aos governos estaduais defendem restrições e impostos maiores
Em agenda em Florianópolis no sábado (19), Lula disse que discutirá o assunto com integrantes da equipe econômica e do Banco Central. “Eu tomei uma decisão, se depender da minha vontade, eu já fiz algumas reuniões, vou conversar com meu pessoal da Fazenda, vou conversar com meu pessoal do Banco Central, mas a verdade é que eu quero acabar com as bets”, declarou.
O petista tem associado as apostas ao endividamento das famílias e comparado as bets ao crack em discursos recentes. Lula também criticou clubes de futebol que divulgaram nota contra propostas de regulação mencionadas por ele.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário de Lula na disputa, trata do assunto em seu programa de governo com propostas de orientação financeira aos apostadores e de proibição do uso de recursos de programas sociais em apostas, restrição que já existe.
O ex-governador Romeu Zema (Novo) adotou a frase “Chega de bets” em compromissos públicos e prometeu encerrar as atividades das casas de apostas. Renan Santos (Missão) também fala em “destruir” as empresas do setor, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) defende “regulamentação dura, fiscalização e tolerância zero”.
Augusto Cury (Avante), terceiro colocado nas pesquisas citadas, propõe elevar a tributação das bets para percentuais acima de 50%. As apostas on-line receberam regras e tributação na atual gestão federal, e o Ministério da Fazenda endureceu posteriormente as normas para propaganda.



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