O advogado Rodrigo Pantaleão, que ficou conhecido após pedir a condenação do próprio cliente durante audiência no Tribunal de Justiça de Santa Catarina no fim de maio, foi encontrado morto hoje em Florianópolis.O que aconteceuDefensor foi achado morto
Ouvir1×0.5×0.75×1×1.25×1.5×1.75×2×O advogado Rodrigo Pantaleão, que ficou conhecido após pedir a condenação do próprio cliente durante audiência no Tribunal de Justiça de Santa Catarina no fim de maio, foi encontrado morto hoje no bairro Itacorubi, em Florianópolis.
Defensor foi achado morto dentro da própria casa. A causa da morte não foi divulgada e as investigações estão em andamento, segundo a OAB-SC (Ordem dos Advogados do Brasil - subseção Santa Catarina) em nota.
Corpo de Rodrigo foi localizado após moradores relatarem um forte odor vindo de um imóvel na região e acionarem a Polícia Militar. Em nota, a corporação afirmou que os policiais militares visualizaram o corpo no interior da residência.
Dois cães de grande porte também foram achados no imóvel. Os animais foram recolhidos pela Dibea (Diretoria de Bem-Estar Animal) da Prefeitura de Florianópolis para os procedimentos cabíveis, segundo a Polícia Militar.
Polícias Civil e Científica foram acionadas para realizar os procedimentos periciais e dar andamento à investigação. Segundo a PM, "as circunstâncias da morte serão esclarecidas por meio dos exames periciais e das diligências conduzidas pelos órgãos competentes".
OAB-SC disse acompanhar o caso de perto. O presidente da subseção, Juliano Mandelli, informou que, se houver qualquer indício de crime e relação com o exercício da advocacia, o órgão cobrará a punição e responsabilização do responsável.
Órgão ainda pediu uma apuração célere, rigorosa e transparente. "A Ordem não tolerará omissão nem demora neste caso, seja qual for o resultado da perícia", concluíram.
Recebemos essa notícia com profunda consternação. A OAB/SC acompanhará de perto as investigações para que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos, especialmente no que diz respeito à eventual relação de crime com o exercício da advocacia e às prerrogativas profissionais.Juliano Mandelli, presidente da OAB-SC
Rodrigo era advogado e estava inscrito na OAB-SC. Conforme consulta da reportagem no CNA (Cadastro Nacional dos Advogados), da OAB, o defensor tinha situação "regular" perante o órgão e endereço profissional localizado no centro de Florianópolis.
A reportagem tenta contato com a Polícia Civil de Santa Catarina para receber mais informações sobre o caso. O texto será atualizado tão logo haja manifestação.
O defensor Rodrigo Pantaleão concordou com o pedido de condenação apresentado pelo Ministério Público. O cliente, que responde por tráfico e uso indevido de drogas, passava por uma audiência virtual na 3ª Vara Criminal da Comarca da Capital quando o fato inusitado ocorreu, no dia 28 de maio.
Em alegações finais, Vossa Excelência, a defesa corrobora com as afirmações exaradas pela Promotoria de Justiça, nada mais. Rodrigo Pantaleão
A juíza, no entanto, indignou-se com a atitude do profissional. "Eu não posso aceitar essas alegações finais, senhor, vou considerar o réu indefeso", falou Carolina Ranzolin Nerbass. "Não, essas são as alegações finais da defesa", rebateu o homem na sequência.
Em nota, a OAB informou que oficiou a juíza responsável pelo processo, solicitando informações e documentos relacionados ao ocorrido, para entender o que aconteceu. "Caso sejam constatadas infrações disciplinares após a devida apuração, poderão ser instaurados os procedimentos competentes no âmbito do Tribunal de Ética e Disciplina, os quais tramitam sob sigilo legal."
Magistrada, então, intimou o réu a encontrar outra pessoa para representá-lo. Segundo ela, apesar de o próprio acusado ter admitido parte do crime, ele "merecia uma defesa". "Então, eu dou três dias para o senhor constituir um novo defensor. Se o senhor não constituir, eu vou nomear um defensor dativa para o senhor, que vai fazer uma defesa adequada", acrescentou.
Um novo advogado foi nomeado. O tribunal informou que o processo segue aguardando uma nova audiência de instrução e julgamento para definição da sentença, ainda sem data.
Antes mesmo do início da sessão polêmica, Pantaleão já havia demonstrado indisposição pelo caso. A Justiça havia oferecido a ele a oportunidade de conversar com seu cliente de maneira reservada, o que foi negado, dizendo que "não havia necessidade".
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