Enquanto Seul diz que mobilizou caças para ‘qualquer eventualidade’, China e Rússia ainda não se pronunciaram sobre incidente

A Coreia do Sul mobilizou caças como medida de precaução após mais de 10 aeronaves militares chinesas e russas terem entrado na zona de defesa aérea de Seul neste sábado, 27. O espaço aéreo do país não foi violado.

As aeronaves chinesas e russas entraram e saíram da Zona de Identificação de Defesa Aérea Coreana (KADIZ) sobre o Mar do Leste e o Mar do Sul, aponta o Estado-Maior Conjunto em Seul.

“As Forças Armadas sul-coreanas detectaram as aeronaves chinesas e russas antes que elas entrassem na zona e mobilizaram caças da Força Aérea para se prepararem para qualquer eventualidade”, afirmou o comunicado, sem dar mais detalhes.

Uma zona de identificação de defesa aérea (ADIZ) não é um espaço aéreo soberano mas uma zona tampão onde os países identificam aeronaves que se aproximam para fins de segurança.

Geralmente, espera-se que aeronaves militares notifiquem os países antes de entrar na zona de defesa aérea, embora a notificação não seja uma exigência legal.

A China e a Rússia ainda não se pronunciaram sobre o incidente.

A Coreia do Sul e o Japão reagiram fortemente quando nove aeronaves militares chinesas e russas entraram na Zona de Defesa Aérea de Kadheim (KADIZ) em dezembro de 2025, o incidente mais recente deste tipo.

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul protestou junto a Pequim e Moscou sobre o incidente, enquanto o Japão expressou “séria preocupação” com a segurança nacional.

A China e a Rússia declararam na época que os voos faziam parte de uma patrulha conjunta sobre o Mar do Leste e o Pacífico Ocidental. /AFP

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