Uma agência financeira federal dos Estados Unidos iniciou uma investigação sobre a Polymarket, reacendendo questões antigas sobre se uma importante empresa do mercado de previsões ligada a Donald Trump Jr., filho do presidente dos EUA, está operando dentro da lei. Leia mais (06/27/2026 - 13h31)

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27.jun.2026 às 13h31

Sharon Lafraniere David Yaffe-Bellany

Washington | The New York Times

Uma agência financeira federal dos Estados Unidos iniciou uma investigação sobre a Polymarket, reacendendo questões antigas sobre se uma importante empresa do mercado de previsões ligada a Donald Trump Jr., filho do presidente dos EUA, está operando dentro da lei.

A investigação é um teste para saber se a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês) responsabilizará uma empresa com conexões com o presidente Trump.

A CFTC é um órgão regulador pouco conhecido, mas poderoso. Há um ano, sob forte objeção de procuradores e uma chefia diferente, o órgão encerrou uma investigação separada sobre se a Polymarket estava atendendo ilegalmente clientes dos EUA.

Duas pessoas familiarizadas com a nova investigação, que falaram sob condição de anonimato ao jornal New York Times, disseram que ela começou no início deste ano e tem escopo amplo. Poucos outros detalhes foram divulgados.

Um porta-voz da Polymarket se recusou a comentar sobre a investigação, mas disse que a empresa está "comprometida em manter mercados precisos, justos e transparentes".

A divulgação da investigação ocorre enquanto Michael S. Selig, que tomou posse como presidente da CFTC em dezembro passado, enfrenta pressão crescente para mostrar que a agência pode fiscalizar o mercado de previsões em expansão. Parlamentares republicanos e democratas questionaram Selig sobre se os mercados de previsões são ímãs para informações privilegiadas e uma forma de obter ganhos ilícitos.

Selig prometeu que a CFTC perseguirá abusos nas plataformas, que agora movimentam bilhões de dólares em apostas por mês. Até agora, porém, apenas traders individuais foram acusados de irregularidades.

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Em vez disso, a CFTC fez questão de atender, no ano passado, solicitações e pedidos da Polymarket e de outras duas empresas líderes em mercados de previsões com vínculos ao império empresarial da família Trump. Em maio, o presidente disse que era fundamental que os mercados de previsões prosperassem.

A mais recente investigação da CFTC, reportada anteriormente pelo The Wall Street Journal, é a terceira sobre a Polymarket nos últimos anos. Em 2022, a agência aplicou uma multa de US$ 1,4 milhão (R$ 7,2 milhões na cotação atual) à empresa por operar nos Estados Unidos sem licença. O acordo proibiu a empresa de aceitar clientes americanos.

No último ano do governo Joe Biden, a agência começou a investigar se a Polymarket estava violando essa proibição. O Departamento de Justiça também abriu uma investigação criminal. Em uma operação em novembro de 2024, agentes do FBI apreenderam os dispositivos eletrônicos de Shayne Coplan, fundador e CEO da empresa.

A CFTC começou a recuar de sua investigação logo após Trump tomar posse e Caroline D. Pham ser nomeada presidente interina da agência em janeiro de 2025, segundo várias pessoas familiarizadas com o assunto, que falaram sob condição de anonimato para descrever discussões confidenciais.

Como parte de uma campanha de Pham para reduzir o trabalho de fiscalização da agência, advogados de defesa de empresas sob investigação foram convidados na primavera passada a tentar convencer a CFTC a encerrar as investigações ou resolver possíveis casos contra elas.