A Advocacia-Geral da União (AGU) afirmou, nesta quinta-feira (17), que o reajuste de 15,04% no Bolsa Família pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) “está fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”. Em nota à imprensa, o órgão disse que a corr…
A Advocacia-Geral da União (AGU) afirmou, nesta quinta-feira (17), que o reajuste de 15,04% no Bolsa Família pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) “está fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.
Em nota à imprensa, o órgão disse que a correção pelo INPC, sem ampliação do público atendido, não caracteriza uma conduta vedada pela legislação eleitoral.
A AGU citou ainda o artigo 7º, § 4º, da Lei nº 14.601/2023, que criou o novo Bolsa Família e autoriza o Executivo a corrigir os valores dos benefícios a cada 24 meses (dois anos), vedada sua redução. “Ao editar o ato, o governo federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, afirmou.
Análise: Em disputa eleitoral acirrada, governo abre seu saco de bondadesAnálise: Reajuste do Bolsa Família terá impacto maior em 2° turno e mostra foco de Lula em eleitor tradicionalBolsa Família pega Faria Lima de surpresa e acende alerta no mercado
A manifestação foi divulgada após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinar decreto que reajusta o benefício. Com a medida, o piso do programa passará dos atuais R$ 600 para R$ 691. O impacto será de R$ 5,8 bilhões neste ano, a partir da folha de outubro, e de cerca de R$ 22 bilhões em 2027. A correção ocorre poucos dias antes da eleição, na qual Lula busca se reeleger.
A AGU também reforçou que o decreto “não cria benefício novo, tampouco altera os critérios de acesso ao programa”, mas apenas impede que "a inflação reduza a proteção devida às famílias em situação de vulnerabilidade".




0 Comentário(s)
Deixe seu comentário