A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse que a empresa ainda quer atingir a autossuficiência na produção de diesel no Brasil, isto é, que a produção seja capaz de atender toda a demanda do combustível, sem depender de importações. Em participação n…

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse que a empresa ainda quer atingir a autossuficiência na produção de diesel no Brasil, isto é, que a produção seja capaz de atender toda a demanda do combustível, sem depender de importações.

Em participação na abertura da ROG.e, evento de óleo e gás no Rio, nesta segunda-feira (21), a executiva destacou que a companhia mira, no atual plano de negócios 2026-2030, atender 90% do mercado de diesel, contra os atuais 70% – os 30% restantes são supridos por meio de importações.

Chambriard destacou que o país tem um parque de refino de alta confiabilidade e capaz de atender a demanda nacional em períodos de choque, em referência aos impactos no país com a guerra no Oriente Médio. Para a executiva, resiliência passou a ser uma vantagem competitiva do país, localizado em uma região sem conflitos e com segurança jurídica.

“O Brasil é um produtor de petróleo confiável e com arcabouço regulatório maduro”, disse a presidente da Petrobras.

Chambriard disse também que a Petrobras segue avançando na ampliação das novas fronteiras petrolíferas que vão sustentar a produção brasileira de petróleo e gás nas próximas décadas. “Avançamos na Margem Equatorial e estamos avançando na Bacia de Pelotas”, disse.

A executiva afirmou ainda que a companhia tem descobertas de gás natural na Colômbia, feitas em parceria com a Ecopetrol, petroleira estatal daquele país.

Chambriard também ressaltou o papel do agronegócio na pauta de exportações, ao afirmar que o petróleo ultrapassou a soja como principal produto da pauta de exportações: “Nos últimos 12 meses, petróleo e soja disputaram o protagonismo na pauta de exportação do Brasil.”

Ela afirmou que agro e petróleo são setores complementares, uma vez que soja, milho, cana-de-açúcar, resíduos vegetais e animais são matéria-prima para produção de biocombustíveis e que o segmento de petróleo e gás é “a base para uma economia de baixo carbono”.

A executiva disse ainda que a Petrobras está em linha com todas as obrigações com o Acordo de Paris e que, além de repor reservas, o país terá que adicionar o equivalente a “duas Eletrobras” em energias renováveis até 2050.

“Garantimos hoje e vamos continuar garantindo um terço dessa demanda. Nosso país é um mercado de boca aberta para a energia”, afirmou Chambriard.