A principal reforma estrutural, pelos seus efeitos de curto e médio prazos, seria desvincular os gastos previdenciários do salário mínimo

Economistas do mercado financeiro preveem que haverá um ajuste fiscal em 2027, qualquer que seja o vencedor das eleições presidenciais deste ano. Diz-se que, caso o presidente Lula seja reeleito, ele perceberá os riscos da ausência do ajuste, que provocaria uma severa crise fiscal. Temendo terminar mal sua carreira política, ele decidiria promover as reformas estruturais de que o País precisa.

Há quem nutra a esperança de que Lula reeditará a postura da primeira eleição, quando abandonou o programa eleitoral do PT – que assustava até no título, A Ruptura Necessária – e manteve a política econômica de Fernando Henrique Cardoso. O sucesso do seu mandato inicial muito deveu, como se sabe, a essa virada.