Candidatos da chapa majoritária do PSol ficaram de fora do evento e houve tentativa de retirar barracas da militância ao redor do local
Rio de Janeiro e Brasília — Integrantes do PSol foram impedidos de participar do ato de campanha do candidato ao governo do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD), com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Bangu, na manhã deste sábado (22/8).
O Metrópoles apurou, com fontes da direção da Federação PSol-Rede, que a decisão de barrar a legenda aconteceu nos dias anteriores ao evento e partiu do ex-prefeito do Rio. Segundo integrantes da sigla, apesar do veto aos membros da chapa majoritária, parlamentares como o deputado estadual Flávio Serafini (PSol-RJ) e a deputada federal Talíria Petroni (PSol-RJ) estiveram no evento.
Ao longo da campanha, dirigentes do PSol se reuniram com Lula e o presidente do PT e coordenador da campanha, Edinho Silva, para compor o palanque ao lado do petista e de Benedita da Silva (PT-RJ), como candidata ao Senado. A legenda, no entanto, sempre descartou o apoio à candidatura de Eduardo Paes e definiu, ainda em março de 2025, o lançamento de candidaturas próprias ao governo do Rio de Janeiro — o vereador William Siri (PSol), e ao Senado, com Mônica Benício (PSol).
Fontes do partido avaliam que houve “corpo mole” do PT para garantir a participação de candidatos do PSol no ato deste sábado. A decisão de impedir a presença do grupo teria sido impulsionada pelo resultado do Datafolha, divulgado nessa sexta, que aponta a candidata psolista empatada com Pedro Paulo (PSD), que compõe a chapa de Paes no Rio.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Além de barrar a entrada da militância, integrantes do partido disseram ao Metrópoles que houve um ruído no início da manhã, após a Prefeitura do Rio mandar retirar barraquinhas com material de campanha de Siri que foram instaladas em torno do evento. Após diálogo, o grupo conseguiu manter a estrutura no local.
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