Os desentendimentos entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e os filhos de Jair Bolsonaro (PL) se estendem publicamente desde o fim do mandato presidencial, em dezembro de 2022, e envolvem disputas por espaço político, palanques regionais e o controle da imagem do ex-presidente. Leia mais (06/25/2026 - 16h18)
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25.jun.2026 às 16h18
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Os desentendimentos entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e os filhos de Jair Bolsonaro (PL) se estendem publicamente desde o fim do mandato presidencial, em dezembro de 2022, e envolvem disputas por espaço político, palanques regionais e o controle da imagem do ex-presidente.
O mais recente, nesta quarta-feira (24), envolveu o senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro. Michelle publicou vídeos nas redes sociais nos quais acusa Flávio de desrespeito e humilhação. A ex-primeira-dama detalhou uma ligação telefônica ríspida em que o enteado teria dito que seria melhor ela "ficar de fora das decisões do partido" e que ela "havia chegado ontem" à política.
Em resposta, Flávio minimizou o caso, mas, na madrugada desta quinta-feira (25), divulgou uma nota oficial pedindo desculpas por eventuais mal-entendidos e negando a intenção de humilhar a madrasta.
Ex de Bolsonaro A mãe de Jair Renan Bolsonaro (PL), Ana Cristina Siqueira Valle (PP), ex-mulher de Jair Bolsonaro, estava usando o nome "Cristina Bolsonaro" na disputa ao cargo de deputada distrital do Distrito Federal em 2022.
Em setembro daquele ano, Michelle criticou os candidatos que usam o nome "Bolsonaro" nas eleições. Michelle disse que existem "alpinistas que estão tentando subir na vida" ao adicionar o nome do candidato na urna.
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O enteado Renan rebateu a madrasta na internet: "Minha mãe Cristina Bolsonaro teve uma história de vida com o atual presidente Jair Messias Bolsonaro, onde foram casados por 16 anos, e sou fruto desta relação; onde houve parceria e muito amor".
Em outra publicação nos stories, Renan mencionou de forma indireta a madrasta: "Cristina Bolsonaro, que está na disputa a uma vaga da Câmara Legislativa do DF, tem meu apoio e deixou claro que a fala de terceiros, 'Alpinista', não reflete a realidade".
No dia seguinte à derrota de Jair Bolsonaro nas urnas, em 31 de outubro de 2022, perfis de redes sociais apontaram que o ex-presidente e Michelle haviam deixado de se seguir no Instagram.
A ex-primeira-dama foi a público negar crises conjugais e atribuiu o movimento à gestão das redes do marido, que não era feita por ele, mas por Carlos Bolsonaro (PL-RJ).
À época, checagens mostraram que Michelle mantinha o acompanhamento mútuo com Flávio e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), mas não seguia Carlos e Renan, distanciamento recíproco que se mantém até hoje.
O atrito alcançou as articulações partidárias para as eleições municipais em dezembro de 2023, na definição da chapa de Alexandre Ramagem (PL-RJ) à Prefeitura do Rio.
Como presidente nacional do PL Mulher, Michelle defendia uma chapa pura com a deputada federal Chris Tonietto (PL-RJ) para atrair o eleitorado feminino. Flávio e Carlos preferiam ceder a vaga de vice a uma legenda aliada, como o União Brasil.



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