O Sporting aposta em Altimira para não entrar em "depressão" quando Hjulmand decidir bater as asas. O Brasil convenceu, mas resta saber se Ancelotti tem mãos para gerir o "ruído Neymar".
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E o Campeão é na Rádio Observador. Eu sou o Nelson Ferreira, seja bem-vindo. Vamos analisar e pontuar a atualidade desportiva, hoje com Augusto Inácio, Gabriel Alves, João Castro e Pedro Henriques. Bem-vindos, campeões. Ontem, Brasil, Marrocos, Bósnia, Suíça, México e África do Sul venceram as partidas que tinham neste mundial. Alguns grupos já bastante definidos no que toca a quem vai passar para a próxima fase. E também temos o início da época do Benfica e a confirmação de Altimira no Sporting. Ainda assim, vamos começar com este Brasil que convenceu ontem, Gabriel Alves. Vini Jr até declarou que Ancelotti é o melhor treinador do mundo. Tem razão o brasileiro?
Boa tarde. O Vinicius conhece muito bem Ancelotti. Ancelotti foi treinador dele durante três anos no Real Madrid. Portanto, Ancelotti, ainda melhor, conhece muitíssimo bem o Vinicius. Naturalmente, sabe gerir a pessoa Vinicius. Depois, tirar partido daquilo que é o futebolista Vinicius. E o futebolista Vinicius é um grande futebolista. A pessoa Vinicius tem que ser gerida e tem que ser metida na ordem muitas das vezes. E isso é público, notório e é planetário. Estando a pessoa Vinicius à altura das situações, obviamente que o futebolista, o atleta, naturalmente, ainda sai em maior vigor e em maior produção e rendimento. E, de fato, quatro gols, uma grande exibição e vai podendo começar a ser a grande estrela e o grande ídolo daquilo que é o Brasil, porque a verdade é esta: é a primeira vez que ele está, de fato, em grande no Brasil. Porque nas outras competições onde tem acontecido Brasil, onde tem estado o Brasil, Vinicius tem sido uma figura extraordinariamente apagada. E isso levou a que ele não ganhasse a Bola de Ouro, aqui há uns anos. Foi uma das razões, quando muito se criticou, porque ele no Real Madrid, olha, o treinador era Carlo Ancelotti. Portanto, Carlo Ancelotti está muito bem a gerir a pessoa Vinicius e o atleta Vinicius, e ele aí está esplendoroso, como está a saber gerir aquilo que o povo ama, que é Neymar. E viu-se o regresso de Neymar, como o povo exultou. Porque isto és futebol, também tem uma coisa chamada disciplina tática, que por acaso o Jürgen Klopp ontem falou em relação ao Brasil. E bem, senhor Jürgen Klopp. E eu falo aqui muitas vezes, e estão aqui hoje dois treinadores, o Augusto Inácio e também está o João Castro, e sabem que sem isso, em alta competição, vai pra ali, porque não há hipótese. Portanto, Ancelotti pode fazer deste Brasil, um Brasil, vamos estar atentos.
Augusto Inácio, ainda assim, o Brasil é também, à semelhança de Portugal antes do último jogo, sempre muito criticado. Há muita imprensa, fala-se muito, há bastante ruído, o ruído Neymar. Nos últimos dias também algum ruído à volta da utilização ou não de Endrick. Mas ainda assim, o Brasil lá vai fazendo a sua caminhada e parece-me que cada vez melhor ao nível exibiçional neste campeonato, vindo agora a assumir-se, de fato, como um forte candidato.
Boa tarde a todos. Tocaste no ponto em que eu ia referir, que é à medida que o tempo vai avançando, vai-se vendo equipas a crescer e o Brasil é uma delas. E depois tens um treinador que, como se costuma dizer, já é uma raposa velha, está a tentar aliar a técnica que os jogadores brasileiros têm, a uma forma de jogar em que a tática também tem que estar presente. Antigamente, o Brasil era muito do individual, que ele queria sobressair mais, o coletivo não interessava muito, o que interessava é que depois falassem deles, que eram os melhores jogadores do mundo e não ganhavam nada. O Carlo Ancelotti está a dar uma outra face a este Brasil. E não é que estes jogadores sejam melhores tecnicamente que os outros antigamente. Não é nada disso, mas está a dar um conceito tático em que o jogador brasileiro pode ficar a tornar-se uma equipa muito forte para aquilo que são as pretensões de ganhar este mundial. Por isso, eu tive sempre algum olhar em relação a este Brasil, por causa do Carlo Ancelotti, porque se fosse um outro treinador, um brasileiro, por exemplo, a treinar a seleção do Brasil, eu não dava nada para este Brasil. Com o Carlo Ancelotti, as coisas podem acontecer.
Pedro Henriques, queria também pedir-te que destaques tens desta última jornada do mundial. Marrocos também parece estar aqui a perfilar-se como uma das favoritas. É campeã africana e ontem também marcou bastantes gols. No México tivemos um momento também de Guillermo Ochoa, histórico guarda-redes a entrar para os minutos finais frente à Chéquia. E ainda tocando este jogo do Brasil, sempre bonitas também as imagens dos adeptos da Escócia, apesar desta derrota e de terem vida complicada neste mundial, continuam a dar-nos das imagens mais engraçadas no que toca a festejos e a ambiente pós e pré-jogo.
Muito bom dia a todos. Em primeiro lugar, primeiro que não significa por esta ordem, África do Sul, porque é histórico. Certo que esta Copa tem Mais uma fase e tornou mais fácil com essa história dos oitos terceiros lugares, mas o fato é que a África do Sul passa diretamente, não está a fazer contas.
Venceu ontem um zero a Coreia do Sul.
Exatamente. E acaba por ser histórico também naquilo que é essa passagem direta. Depois do jogo do Brasil, é uma coisa indireta, que tem a ver com a questão da arbitragem, ou seja, o gol é muito bem anulado, há falta do Vinicius, é um troca-pés, e nós estamos no momento que me deixa alguma preocupação, porque eu entretanto vou vendo aquilo que todos os comentadores, especialistas ou não especialistas, e estou a falar de fora de Portugal, dos outros países fazem, e a malta não consegue mesmo despir a camisola. E o mais grave, temos até uma televisão e um jornalista que até inclusivamente foi expulso da Copa, porque quando um jogador falha de forma escandalosa, o guarda-redes deixa passar a bola entre as pernas. Já tivemos aqui alguns casos. A Escócia ontem, por acaso o segundo gol foi anulado por falta, mas deu ali dois brindes pelos seus centrais. Ninguém diz que os jogadores fazem de propósito, fazem com intenção, falam sempre de competência e incompetência. Quando alguma coisa acontece com a arbitragem, ou mesmo quando a arbitragem acerta, como foi este gol anulado, e que há um comentador ou alguém que não concorda, é sempre levado para o campo da corrupção, do roubo, e não é para aquilo que podia ser ou poderá ser, uma interpretação diferente, errada ou não, por acaso até foi certa, mas mesmo quando estão a ser certas, para muitos comentadores é errada. E depois, em vez de ficarem pela aquilo que é a análise da competência e da incompetência, do concordar ou não concordar, de argumentar, inclusivamente, porque é que concordam ou não concordam, é sempre levado para um campo que revela um bocadinho do mundo em que nós estamos, que é um mundo que eu tenho cada vez mais dificuldades em compreender as pessoas, a atitude. E depois como há muitas redes sociais, e este mundial também se destaca por isso, canais de YouTube e coisas assim do gênero a fazer diretos e relatos e até com grande audiência, porque a malta jovem adere, mas com muito pouco sumo sob o ponto de vista daquilo que é a realidade, o que é que é verdade, e sobretudo o conhecimento. E isso é que me preocupa, sobretudo na população mais jovem, que é, em vez de estudarem, vão atrás de títulos, vão atrás de redes sociais e vão, sobretudo, atrás daquilo que nunca leram o livro das leis de jogo, não fazem uma ideia de quantas páginas tem, nem de cor é a primeira página ou a segunda, mas mandam bitaites. E depois, eu termino com isto que realmente falaste, tem a ver também com a questão da Escócia. A Escócia ainda pode ser apurada. Eu estou a ver que há muitas seleções a
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