Queda de 36,05% representa o menor valor desde 2016, início da medição atual, ficando abaixo da média dos últimos dez ciclos anuais
Compartilhar matériaO Deter (Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real) indicou que as áreas sob alerta de desmatamento na Amazônia registraram redução de 36,05%, que totaliza 2.874,38 km2, entre agosto de 2025 a julho de 2026. O dado foi divulgado nesta sexta-feira (7) durante uma coletiva de imprensa realizada em São José dos Campos (SP).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin participaram da reunião. Ainda faltam os dados do PRODES (Programa de Monitoramento do Desmatamento da Amazônia Legal por Satélite) para o bioma amazônico.
O resultado representa o menor valor da série histórica, iniciada em 2016. O número ficou abaixo da média dos últimos dez ciclos.
Este é um resultado histórico. Se os dados consolidados do PRODES confirmarem a tendência apontada agora pelos alertas do DETER, o país poderá registrar a menor taxa de desmatamento de sua história (1998). Isso mostra que o Brasil dispõe de instrumentos capazes de conter o avanço da destruição da floresta e que o Desmatamento Zero deixou, finalmente, de ser uma ambição distante para se tornar uma meta completamente alcançável. No campo internacional, este resultado também mostra que o Brasil, se continuar fazendo o dever de casa, tem condições de liderar a agenda global de proteção das florestas Nos estados Amazônicos, os maiores alertas de desmatamento foram registrados:
"Os números divulgados hoje pelo Inpe são, sem dúvida, uma boa notícia e mostram que o esforço de comando e controle no Brasil está funcionando: a redução de quase 37% nos alertas na Amazônia levou ao menor nível da série histórica. Ao mesmo tempo, é preciso avançar na leitura mais detalhada sobre a dinâmica da vegetação secundária — florestas em regeneração que também têm papel relevante no estoque de carbono e na conectividade das paisagens —, que também desempenha um papel importante na conectividade das paisagens e no estoque de carbono", diz André Guimarães, membro da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura e diretor-executivo do IPAM,
Em relação ao ano anterior, o Pará apresentou redução de 25,5%; o Mato Grosso, de 49%; o Amazonas, de 46,7%; o Acre, de 35,3%; e Rondônia, de 41,2%. Em Roraima, os alertas registraram aumento de 32,5%. No Cerrado, os alertas apresentaram uma queda de 7,8%, com 5.119,46 km² identificados no mesmo intervalo. Além disso, no Maranhão, concentrou-se a maior área sob alerta, com 1.276,92 km².




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