Cantora faz show em São Paulo neste sábado

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Anitta diz que a transformação é parte de sua trajetória e está no centro de "Equilibrium", álbum que mistura gêneros musicais brasileiros e aborda espiritualidade e autoconhecimento.

Em uma entrevista coletiva neste sábado (8), antes do show no Parque Villa-Lobos, em São Paulo, a cantora afirmou que seus fãs também mudaram com o tempo. "Eu gosto muito de me transformar", disse a artista. "Meus fãs cresceram comigo porque eu comecei com 17 anos. Eu comecei a ter notoriedade com 19, por aí, e eles estão crescendo."

A diversidade de ritmos, segundo Anitta, está ligada à própria proposta de falar sobre brasilidade. "É importante abraçar esses ritmos diferentes porque é um álbum também que fala da brasilidade. Então o Brasil tem muitas crenças diferentes e também muitos ritmos diferentes", afirmou. A cantora diz, porém, que a mistura não foi feita de maneira aleatória. "Quando você escuta tudo, ele faz parte de um todo. Não está desconexo."

As referências espirituais do disco também partem de experiências pessoais. Anitta afirma que começou seu processo de autoconhecimento há cerca de quatro anos e que as práticas abordadas no álbum já faziam parte de sua vida.

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A proposta foi levada para a Vila Equilibrium, estrutura montada no Parque Villa-Lobos, com atividades como meditação, yoga, Reiki, sound healing, dança e experiências com cristais. "A gente não está obrigando ninguém a nada", disse. "A gente está propondo algumas práticas que são gostosas e que fazem você se sentir bem, calmo, para liberar ansiedade, estresse."

A abordagem provocou discussões sobre religião nas redes sociais depois dos primeiros shows da turnê. Anitta afirmou que não se surpreende com os comentários de intolerância e racismo religioso. Para ela, o contato com diferentes tradições pode servir para ampliar a informação sobre elas. "Não precisa querer estar na religião do outro, mas pelo menos sempre tem que falar ‘não, gente, não é nada disso que eu pensava’", afirmou.

A cantora também diz viver uma rotina diferente da imagem de intensidade associada à sua carreira. "Minha vida não está mais tão frenética quanto as pessoas imaginam. Ela está um pouco mais tranquila", afirmou. Segundo ela, o ritmo mais equilibrado foi necessário para conseguir desenvolver o novo trabalho. "Se não tivesse, eu não estaria dando conta de criar essas coisas."

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