Nesta terça-feira, 15, o Supremo Tribunal Federal dá início a um julgamento histórico para decidir se abrirá investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por suspeitas de corrupção envolvendo o ministro Alexandre de Moraes por suspeitas de corrupção envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O pedido de inquérito...

Nesta terça-feira, 15, o Supremo Tribunal Federal dá início a um julgamento histórico para decidir se abrirá investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por suspeitas de corrupção envolvendo o ministro Alexandre de Moraes por suspeitas de corrupção envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O pedido de inquérito foi apresentado por André Mendonça, relator do Caso Master no Supremo.

A sessão foi convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, na esteira de uma sequência de quebras de sigilo de investigações da Polícia Federal no âmbito do Caso Master. Mensagens extraídas do celular de Vorcaro revelam que o banqueiro se reuniu diversas vezes com o ministro entre 2023 e 2025 — um dos frutos da aproximação foi a assinatura de um contrato de 131 milhões de reais entre o banco e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.

Em troca do polpudo contrato de consultoria jurídica, Vorcaro confiaria em Moraes para blindar o banco (e ele próprio) contra processos na Justiça. A perícia da PF encontrou registros de conversas frequentes entre o ministro e o banqueiro — inclusive, na data em que este último foi detido pela primeira vez, em 18 de novembro de 2025, quando a fraude no Master já havia vindo a público e Vorcaro tinha consciência do risco de sua prisão.

Na manhã de hoje, horas antes do início do julgamento, Alexandre de Moraes divulgou uma defesa por escrito na qual nega ter cometido qualquer crime. No documento, o ministro chama o relatório da PF de “farsa de André Mendonça” e afirma que não há indícios de “autoria e materialidade da prática de qualquer infração penal”.