Apendicite, vesícula e hérnia têm sintomas semelhantes - Magnific Muitos pacientes confundem os casos de apendicite, cálculo na vesícula ou problema de hérnia. A dificuldade da identificação decorre do fato dessas condições apresentarem sintomas semelhantes e dores localizadas na região abdominal do corpo. Na fase inicial, as três patologias desenvolvem náuseas e vômitos, inchaço abdominal e gases, por exemplo.  De acordo com o cirurgião geral Flávio Fernandes, do Hospital Jayme da Fonte, há características mais comuns em cada uma das condições. A inflamação no apêndice atinge a região inferior do abdômen, enquanto a vesícula ocorre mais na parte superior da região. Já os problemas de hérnia variam a partir de qual área houve o problema.  Entretanto, o cirurgião geral pondera que em alguns casos pode acontecer o cenário oposto. "Esses sintomas podem coincidir. Ou seja, alguém ter crise de vesícula tendo sintomas mais inferiores ou alguém tendo sintomas de apendicite sendo mais superior", afirmou.   Cirurgião geral, Flávio Fernandes, orienta como diferenciar as condições. Foto:  Vinicius Lins/ Folha de Pernambuco.  Tratamento  O principal tratamento para os casos de apêndice, vesícula, ou de hérnia, é a cirurgia, tanto nas situações de urgência quanto de emergência. Segundo o médico Flávio Fernandes, a cirurgia é considerada um tratamento de primeira linha e é recomendada para esses casos. "Trata o sintoma e resolve de vez aquele problema pelo qual o paciente está passando", explicou.

O paciente que vai passar pelo processo cirúrgico, de forma geral, apresenta hérnia encarcerada ou hérnia estrangulada, além de crises de apendicite ou vesícula. "Os sintomas que aparecem são basicamente os mesmos. Uma dor abdominal nova ou de forte intensidade, sintomas associados como vômitos, distensão de barriga e, às vezes, alterações no funcionamento do intestino", conclui. Prevenção  A prevenção para os casos de apendicite, vesícula e hérnia é um desafio aos pacientes. Cada caso tem sua particularidade e fatores de risco, que não dependem totalmente das ações das pessoas, de acordo com o cirurgião geral Flávio Fernandes.