Após 20 dias, lhamas apreendidas no AC seguem em abrigo provisório As 43 lhamas e alpacas que foram apreendidas em um posto de fiscalização na BR-364, em Rio Branco, no dia 20 de maio, continuam sob os cuidados da ONG Patinha Carente enquanto aguardam a decisão judicial definitiva sobre o destino do rebanho. Desde a apreensão, 13 animais já morreram, sendo 10 somente no abrigo. Os demais animais estão em uma propriedade na zona rural de Porto Acre, no interior do estado, há mai

Por Pâmela Celina, Renato Menezes, g1 AC — Rio Branco

03/07/2026 07h00 Atualizado 03/07/2026

Lhamas apreendidas em um posto de fiscalização na BR-364, em Rio Branco, continuam sob os cuidados da ONG Patinha Carente.

Desde a apreensão, 13 animais já morreram no local. Presidente da ONG informou nesta quinta-feira (2) que o calor pode ter causado as mortes.

Proprietário dos animais ajuda a custear remédios e veterinário para as lhamas. Ambos aguardam a decisão judicial definitiva sobre o rebanho.

Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e Ministério Público Federal (MPF) se posicionam a favor do abate do restante para evitar febre aftosa.

Após 20 dias, lhamas apreendidas no AC seguem em abrigo provisório

As lhamas e alpacas apreendidas em um posto de fiscalização na BR-364, em Rio Branco, no dia 20 de maio, continuam sob os cuidados da ONG Patinha Carente enquanto aguardam a decisão judicial definitiva sobre o destino do rebanho. Desde a apreensão, 13 animais já morreram, sendo 10 somente no abrigo.

Os demais animais, cerca de 30 que permanecem vivos, estão em uma propriedade na zona rural de Porto Acre, no interior do estado, há mais de um mês, quando foram interceptados durante o transporte.

📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp

O destino dos demais seguem incertos. Contudo, a partir de relatório técnico do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Ministério Público Federal (MPF) se posicionou a favor do abate do restante para evitar desequilíbrio sanitário. (Entenda mais abaixo)

Ao g1, a presidente da ONG, Vanessa Facundes, informou nesta quinta-feira (2) que as lhamas continuam assistidas pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) e do Mapa.

“Acreditamos [que as mortes dos bichos ocorreram] devido ao clima. Elas sofrem aqui nesse calor horrível, mas estão assistidas pelo Idaf e o Mapa também está envolvido nas análises. No entanto, quem maneja, cuida, medica, faz tudo, somos nós voluntários da ONG”, afirmou.

Após um mês, lhamas continuam sob cuidados da ONG Patinha Carente em fazenda na Estrada de Porto Acre — Foto: Arquivo pessoal

Vanessa contou ainda que também entrou em contato com o proprietário dos animais, segundo como foi aconselhado pelo juiz, para custear o que fosse necessário para os cuidados com as lhamas.

“Desde 8 de junho estamos em contato com ele, que vem orientando, mandou até o veterinário dele lá olhar elas. Até ele compartilhar os cuidados, havíamos perdido quatro. Daí agora com a ajuda dele, perdemos mais seis. Acredito que nem ele saiba o que fazer, porque são animais que não são da nossa fauna, não nasceram no Brasil”, disse.

Após 20 dias, lhamas apreendidas no AC seguem em abrigo provisório à espera de decisão judicialJustiça concede liberdade a homens que transportavam mais de 40 lhamas de forma ilegal no ACJustiça Federal determina que lhamas apreendidas na fronteira do AC sejam avaliadas por veterinários

Segundo a presidente da organização, ainda estão aguardando a decisão judicial definitiva sobre o destino do rebanho, pois, de acordo com ela, Idaf e Mapa pedem o abate de todas. O posicionamento da ONG é para que elas não sejam abatidas.

“Nossa opinião é que: ou sejam devolvidas para o Peru, ou até mesmo fiquem conosco para que possamos doá-las a quem tem condições de cuidar, ou devolver para o dono, exceto matá-las. [...] Estamos fazendo o trabalho do Estado”, defendeu.

Empresário aguarda decisão da Justiça