Nomeação de Flávia Medeiros foi publicada nesta terça-feira (23/6) no Diário Oficial da União; a reintegração ocorreu após disputa judicial

A nomeação de Flávia Henriques Goes de Medeiros (foto em destaque), de 29 anos, para o cargo de oficial de chancelaria do Ministério das Relações Exteriores foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (23/6).

A medida ocorre após um acordo firmado entre a União e a Advocacia-Geral da União (AGU), que encerrou a disputa judicial envolvendo o sistema de cotas raciais no concurso do Itamaraty.

Flávia havia sido aprovada no concurso realizado em 2024 para uma vaga destinada a candidatos negros. No entanto, durante o procedimento de heteroidentificação, ela foi excluída da lista de cotistas sob o argumento de que apresentava “pele clara, traços finos e cabelos lisos”, características consideradas incompatíveis com os critérios adotados pela banca.

Acordo para posse foi celebrado com intermédio da AGU

A história de Flávia Medeiros, 29 anos, teve início em 2024, quando a jovem participou do concurso do Itamaraty concorrendo às vagas destinadas a candidatos negros

A jovem se considera parda, mas acabou sendo excluída da política de cotas durante o procedimento de heteroidentificação realizado pela Cebraspe

A jovem tem histórico de aprovação por cotas em universidade federal e outros elementos para sustentar sua permanência no certame

Após ter recursos administrativos negados, a jovem entrou com processo na Justiça Federal

A Justiça, então, concedeu liminar favorável, posteriormente confirmada por sentença, reconhecendo o direito da mulher de continuar concorrendo nas vagas reservadas

“Tentar separar pretos e pardos, desmantelar esse grupo de pessoas negras, é muito nocivo porque pardo também é negro", declarou Flávia

"Precisamos fortalecer a nossa identidade negra brasileira. Vejo essa decisão como uma vitória não apenas para mim, mas para todos os pardos", afirmou Flávia ao Metrópoles

Após a nova decisão, a candidata foi convocada, nomeada e tomou posse no cargo de oficial de Chancelaria, passando a atuar no Itamaraty

Flávia chegou a tomar posse mas foi exonerada. Ela ficou 24 dias fora do cargo

Flávia celebra o acordo de posse e diz que a vitória é de todos os pardos

A jovem, que se autodeclara parda, recorreu à Justiça Federal após ter recursos administrativos negados. Ela obteve decisões favoráveis que garantiram sua permanência no certame e chegou a tomar posse do cargo em abril deste ano.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DF Receba no seu email as notícias de Metrópoles DFFrequência de envio: Diário