A página progressista Brasil Fora da Caverna teve a conta no Instagram derrubada pela Meta e recuperou o perfil após pressão pública.
A Meta derrubou, na noite de sexta-feira (21), a página progressista do Brasil Fora da Caverna (BFC) no Instagram. A remoção ocorreu pouco depois de o perfil ultrapassar a marca de 1,1 milhão de seguidores.
Segundo a direção do veículo, a plataforma não enviou qualquer aviso prévio antes da suspensão.
A decisão ocorreu em meio ao período eleitoral de 2026 e representa a perda de um dos principais canais de distribuição de conteúdo do BFC nas redes sociais. Nos últimos 30 dias, o perfil havia registrado um crescimento superior a 60 mil novos seguidores, ampliando ainda mais seu alcance.
Ao longo do sábado (22), canais de esquerda, liderados pelo apoio do Sleeping Giants fizeram uma blitz de denúncias e essa pressão pública resultou na retomada da página.
O DCM conversou com Eduardo Betinardi, fundador e diretor de conteúdo do BFC, sobre o caso.
Diário do Centro do Mundo: Conte a história do Brasil fora da caverna
Eduardo Betinardi: Ainda como Brasil Fede Covid, nos primeiros quatro anos de história, o BFC inovou ao oferecer conteúdos e reportagens completas no feed do Instagram.
Diferente dos veículos que usavam as redes sociais para chamar o público para sites, nós entendemos que o presente e o futuro da comunicação estão nas redes.
Além disso, o BFC sempre fez questão de apresentar e defender suas bandeiras.
Hoje, o BFC conta com 1 milhão e 100 mil seguidores no Instagram, além de outros 300 mil espalhados por outras plataformas, com um alcance mensal acima das 200 milhões de visualizações.
Diariamente, publicamos mais de 50 conteúdos especiais, entre eles cards informativos, matérias jornalísticas, entrevistas na rua, quadros de humor e análises exclusivas do Congresso Nacional.
A página já havia sido alvo de alguma ação da meta anteriormente?
Várias vezes. Em 2023, o BFC foi suspenso pela Meta, mas a conta foi reestabelecida judicialmente. Recentemente, ganhamos mais um processo.
O problema é sempre o mesmo: a Meta derruba posts (ou até mesmo o perfil), mas não consegue justificar suas ações.
Você já venceu a Meta em um outro processo judicial, como foi isso?
No primeiro semestre de 2026, ganhamos uma ação referente a retirada de conteúdos jornalísticos e corte do nosso alcance. A justiça determinou que a Meta “devolvesse” os conteúdos e aplicou uma multa diária. Até hoje, meses depois, nada foi cumprido. A Meta faz questão de não seguir as leis brasileiras.
Como você encara esse tipo de situação em período eleitoral?
Tem que ser muito ingênuo para acreditar que essa ação da Meta não tem fins eleitorais. Direcionada justamente ao perfil progressista que mais cresceu no Brasil nos últimos meses.
Quando plataformas privadas estrangeiras concentram tamanha capacidade de interferir no debate público brasileiro, surge um desequilíbrio que nenhuma democracia deveria ignorar.
As eleições brasileiras precisam ser decididas pelos brasileiros — nas urnas, com liberdade, informação e respeito às instituições — e não pelos interesses políticos, econômicos ou tecnológicos de qualquer potência estrangeira.




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