Para superintendentes, serão quatro dias de trabalho presencial, a partir de janeiro de 2027, como já é estabelecido para diretores

O Itaú Unibanco informou que iniciou o planejamento para uma nova etapa em sua dinâmica de trabalho. O banco, que até agora adotava um esquema de trabalho híbrido, com oito dias presenciais por mês, passará a adotar para os colaboradores, a partir de 2028, um esquema de três dias no escritório por semana.

Com as ascensão da pandemia de coronavírus, no início de 2020, o Itaú foi um dos primeiros bancos a colocar os funcionários administrativos em trabalho remoto. Passado o pior do contágio, as equipes foram migrando para o modelo híbrido. Com um retorno mais forte ao presencial em 2028, o banco diz que vai ficar quase oito anos com uma política bastante flexível.

“Esse movimento reflete a premissa da organização de ajustar seus formatos de acordo com o contexto e as necessidades de cada momento. Ao longo da última década, o banco consolidou para suas áreas administrativas uma jornada consistente de flexibilidade: foram cerca de quatro anos em um modelo flexível seguidos por mais quase quatro anos no formato de oito dias presenciais por mês. Mesmo com a nova atualização, o desenho estipulado para 2028 preserva o equilíbrio do formato híbrido e está em acordo com boas práticas globais”, diz o Itaú.

Para superintendentes, serão quatro dias de trabalho presencial, a partir de janeiro de 2027, como já é estabelecido para diretores.

Segundo o Itaú, a adequação do modelo acompanha um plano robusto de investimentos nos polos de trabalho da instituição. O foco está na modernização dos espaços e na ampliação da capacidade física, garantindo que os ambientes estejam preparados para acolher o fluxo presencial de maneira confortável. “As iniciativas incluem a atualização da infraestrutura tecnológica, a criação de espaços integrados que favoreçam a atividade conjunta e a melhoria dos serviços de apoio que dão suporte ao dia a dia de todos.”

Procurado, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região disse que foi surpreendido com a divulgação do Itaú, feita sem qualquer negociação prévia com o movimento sindical bancário. "O sindicato defende a manutenção do trabalho híbrido por entender que esse modelo tem proporcionado melhor qualidade de vida, além de ganhos de produtividade para os trabalhadores e para a própria instituição. Solicitamos uma reunião com o banco para discutir essa decisão e seus impactos", afirma em nota Neiva Ribeiro, presidente do sindicato.

O Nubank anunciou um movimento semelhante ao do Itaú em novembro do ano passado. Até então, exigia uma semana presencial por trimestre e na ocasião anunciou que subiria para dois dias por semana a partir de julho deste ano e três dias em 2027. A medida gerou uma revolta entre os funcionários, com 12 sendo demitidos após discussão no Zoon.

Em setembro do ano passado, o Itaú demitiu quase 1 mil funcionários após uma revisão criteriosa de condutas relacionadas ao trabalho remoto e registro de jornada. "Em alguns casos, foram identificados padrões incompatíveis com nossos princípios de confiança, que são inegociáveis para o banco. Essas decisões fazem parte de um processo de gestão responsável e têm como objetivo preservar nossa cultura e a relação de confiança que construímos com clientes, colaboradores e a sociedade”, disse na ocasião.