A perda de Raphinha é o sexto golpe sentido por Carlo Ancelotti para compor o lado direito da seleção. Lembre-se de que seu primeiro lateral foi Vânderson, que saiu das convocações por lesão. Leia mais (06/20/2026 - 18h26)

Jornalista e autor de "Escola Brasileira de Futebol". Cobre sua oitava Copa e cobriu nove finais de Champions

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20.jun.2026 às 18h26

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A perda de Raphinha é o sexto golpe sentido por Carlo Ancelotti para compor o lado direito da seleção. Lembre-se de que seu primeiro lateral foi Vânderson, que saiu das convocações por lesão.

Militão virou opção e se machucou em março, Wesley era o titular e virou desfalque em Cleveland, contra o Egito. Na ponta, Rodrygo era uma ideia e se lesionou. Estêvão, titular e artilheiro da equipe, teve ruptura do músculo em abril.

Agora, Raphinha, na primeira partida em que foi ponta-direita. O desfalque derruba duas premissas de Ancelotti. A primeira, a de que poderia imitar o Brasil de 1994, com nove operários para dois artistas brilharem. Os astros eram Bebeto e Romário, autores de oito dos 11 gols.

Raphinha e Vini Jr não são iguais, mas no futebol atual podem ser os diferenciais de uma equipe trabalhadora. Sem Raphinha, isso se perde.

A segunda premissa é mais recente, criada a partir do corte de Wesley, do fracasso de Ibañez como lateral e da certeza de que Danilo não pode oferecer a profundidade que Wesley ofereceria. Sem essas possibilidades, Ancelotti inverteu o eixo do time. Prendeu Danilo na saída com os zagueiros e soltou Douglas Santos como lateral ofensivo, um ponta quando o Brasil tem a bola.

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Raphinha tornou-se o ponta pela direita. Sem ele, o técnico terá de encontrar uma solução em Rayan, Luiz Henrique ou Martinelli.

O conceito de alargar o campo ficou mais importante no futebol atual, porque a distância entre as linhas de meio e defesa se espremeram em 12 a 15 metros. Então é desejável ter um jogador sempre próximo à linha lateral na direita e outro na esquerda. O campo tem 68 metros de largura. Se os 105 metros de comprimento encolhem em 12, usar os 68 é uma tentativa de abrir espaços na defesa, que precisa se espalhar.

Mas o Brasil perde sempre o ponta-direita, seja um lateral, um meia ou um atacante. A função é de ponta. A posição, lateral, atacante, meia... Importa muito mais a atribuição que será dada ao jogador que ocupará esse espaço: