Tim Cook já tinha admitido que a Apple não estava a conseguir suportar a subida dos preços das memórias. Esta quinta-feira chegaram os aumentos, fruto de um "desafio sem precedentes" na indústria.

A Apple subiu os preços de alguns produtos da gama MacBook e iPad devido à crise global de memórias. A atualização nas lojas da empresa foi feita esta quinta-feira, depois de, na semana passada, Tim Cook admitir que a empresa já não estava a conseguir suportar o disparo de preços dos semicondutores.

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Em Portugal, uma consulta à loja online da empresa mostra a subida dos preços, que oscila entre aumentos de 100 e 400 euros, dependendo do produto. Por exemplo, o MacBook Neo, apresentado em março como o MacBook low-cost, fica 100 euros mais caro. Até à atualização, arrancava nos 699 euros, agora está disponível a partir de 799 euros.

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Já o MacBook Air na versão de 13 polegadas e 512 GB, que começou por custar em março 1.249 euros, agora arranca nos 1.449 euros.

O MacBook Pro também ficou mais caro por cá. Se antes a versão de entrada deste modelo arrancava nos 1.949 euros, agora custa mais 300 euros, chegando aos 2.249 euros. O salto é mais expressivo na versão de 16 polegadas, que passou de 3.099 para 3.499 euros.

Já o iPad Air de 11 polegadas fica 150 euros mais caro, passando de 679 para 829 euros. A versão de 13 polegadas passa de 879 para 1.029 euros.

O iPad Pro, na versão de 11 polegadas, passa de 1.129 para 1.329 euros. A versão de 13 polegadas custa agora 1.679 euros, quando antes arrancava nos 1.479 euros.

Nos Estados Unidos, o aumento de preços acrescenta entre 100 e 200 dólares aos MacBook e iPad. Por exemplo, o MacBook Neo passa de 599 para 699 dólares, enquanto o MacBook Pro passa a custar mais 300 dólares.

Por agora, o iPhone escapa às subidas de preços. Este é o produto que representa mais de metade das receitas anuais da Apple. Porém, é expectável que os modelos apresentados em setembro sejam mais caros do que os antecessores. Os novos modelos já deverão ser revelados por John Ternus, o CEO que assumirá funções a 1 de setembro. 

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