Prefeito de Aliança, Pedro Freitas defende a reeleição da governadora Raquel Lyra, enquanto o de São Lourenço, Vinícius Labanca, pede votos para João Campos - Fotos: Reprodução Internet Mesmo sem a presença dos candidatos majoritários, prefeitos aliados da governadora Raquel Lyra (PSD) e do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) têm ocupado as ruas e as redes sociais à caça de votos.
A eficácia dessa militância exige reputação: para pedir apoio, o gestor precisa estar fazendo o dever de casa. É a aprovação local que transforma o prefeito em cabo eleitoral legítimo. No comando do Estado, Raquel Lyra reúne apoio de 149 das 184 prefeituras. O bloco governista opera em diferentes frentes. Para citar alguns exemplos, Sérgio Colin (PP), em Toritama, aposta em lives, microfone e carro de som antes de grandes arrastões. Pedro Freitas (PP), em Aliança, atrela obras municipais ao apoio da gestão estadual no corpo a corpo; e Pollyanna Abreu (PSD), em Sertânia, cobre comunidades com os porta a porta. A disparidade numérica leva a oposição a reforçar as ações. João Campos conta com nomes dispostos a transformar o embate em votos. É o caso de Vinícius Labanca (PSB), em São Lourenço da Mata, que desfia cobranças ao Palácio para projetar o aliado como solução; de Ruben Lima (PSB), em Panelas, mobilizando passeatas e comícios; e de Victor Marques (PCdoB), no Recife, que administra a capital de dia e vai às ruas pedir votos à noite. A disputa expõe o contraste entre duas lógicas eleitorais: de um lado, a força institucional de um mapa dominado pela governadora; do outro, a intensidade de prefeitos oposicionistas dispostos a converter falhas do estado em capital político para seu candidato.




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