Capitão ficou nos Estados Unidos, onde defende o Inter Miami na Major League Soccer

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20.jul.2026 às 19h23

Ezeiza (Argentina) | AFP

Parte do elenco da seleção argentina e da comissão técnica retornou nesta segunda-feira (20) a Buenos Aires, onde era esperada por milhares de torcedores em frente à sede da Associação do Futebol Argentino (AFA), em Ezeiza, apesar da derrota para a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026.

O avião que os transportou de Nova York chegou ao aeroporto internacional de Ezeiza às 18h20, segundo o site da Aeropuertos Argentina.

O capitão da Alviceleste, Lionel Messi, não viajou ao país junto com o restante do elenco, conforme informou a imprensa local. Ele ficou nos Estados Unidos, onde defende o Inter Miami na Major League Soccer (MLS).

Entre os que chegaram à capital argentina estão o técnico Lionel Scaloni, Nicolás Otamendi, Alexis Mac Allister, Leandro Paredes, Nicolás Tagliafico, Lisandro Martínez e Gonzalo Montiel, de acordo com a transmissão oficial da Aerolíneas Argentinas.

A expectativa é que os jogadores se dirijam de ônibus à sede da AFA, a cerca de 5 km do aeroporto.

Como em ocasiões anteriores, milhares de torcedores os esperam na sede da AFA, onde costumam se hospedar, para agradecer ao elenco com cantos e bandeiras, apesar do frio e da chuva em Buenos Aires.

"Esta seleção nos uniu a todos e temos que ser gratos por isso, conseguiu unir os argentinos. Sempre estaremos com eles, mesmo que chova ou percam", disse à AFP Leonardo Barrientos, um trabalhador têxtil de 36 anos.

Em 2022, milhões de pessoas haviam celebrado nas ruas o retorno vitorioso do Qatar da seleção argentina com sua terceira Copa do Mundo.

Desta vez a convocação é menor, mas milhares de torcedores, muitos em família, se aproximaram apesar da derrota com bandeiras com inscrições como "As Malvinas são argentinas", e cantam a plenos pulmões o hino nacional e as músicas da seleção.

"Estou muito feliz de estar aqui, feliz também pelo que a seleção nos deu. Aprendemos muito com eles nesta Copa. Nos ensinaram o que é humildade", garantiu à AFP María Ortiz, de 28 anos, que segura seu bebê de dois anos cujo segundo nome é Lionel.

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O governo do presidente Javier Milei havia oferecido montar uma operação especial para que os jogadores comemorassem com os torcedores e inclusive havia adiantado que decretaria um feriado nacional.

No entanto, no domingo à noite uma multidão se antecipou e saiu às ruas para dançar, cantar e celebrar a trajetória da seleção na Copa do Mundo como demonstração de apoio e agradecimento aos vice-campeões.