Partida angustiou os torcedores mais uma vez, mas neste domingo a virada não veio

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19.jul.2026 às 19h43 Atualizado: 19.jul.2026 às 21h58

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Os torcedores argentinos esperaram até os últimos minutos, mas, neste domingo (19), a reação contra a Espanha ao final da partida não veio.

Grande parte das comemorações daqueles que assistiam à final da Copa do Mundo em uma praça em Palermo, em Buenos Aires, foi pela performance do goleiro Dibu Martínez, que fez diversas defesas até que a Espanha colocou a bola na rede, na prorrogação.

O jogo terminou em 1 a 0 com palmas e lágrimas dos torcedores, que, mesmo com a derrota, seguiram para o Obelisco para uma festa sob fogos de artifício no cartão postal da cidade.

"Estamos tristes, mas orgulhosos. Eles deram tudo de si, nos representaram —não apenas no futebol, mas também em valores e dedicação", afirmou, com a voz embargada, o padeiro David Rodríguez, abraçado à esposa e ao filho. A tristeza, disse ele, era especialmente por Lionel Messi, que foi ovacionado pelo público em Nova Jersey, nos Estados Unidos, ao final da partida.

O domingo amanheceu cinza, com sensação térmica de 5°C e aquele tipo de garoa que ameaça se estender por todo o dia. Antes do jogo, porém, a chuva deu uma trégua aos torcedores.

Milhares deles aproveitaram e se reuniram no espaço com telões promovido pela Fifa (Federação Internacional de Futebol) na Praça Intendente Seeber para se despedir do torneio após semanas de estresse e celebração.

Assim como ocorre no Brasil em tempos de Copa, o país parou para assistir à seleção ao longo último mês. Estudantes e servidores públicos foram liberados nos horários dos jogos por autoridades locais, e vizinhos chegaram a se agredir fisicamente após uma briga por causa da comemoração antecipada de um deles, que contava com uma transmissão mais rápida pela internet.

Os últimos jogos angustiaram os torcedores, mas, diferentemente deste, deram como recompensa vitórias de virada —foi o que aconteceu contra Egito e Inglaterra.

Os místicos vinham creditando a boa campanha da seleção argentina, que antes deste domingo havia perdido pela última vez em Copas do Mundo na fase de grupos em 2022, às cábalas, as superstições dos torcedores.

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A de Alejandro Lepi, 45, era justamente ir à Fan Fest no último jogo do torneio, como fez em 2022, quando a Argentina ergueu a taça. "Temos um montão de cábalas", afirmou.

Outro ritual era vestir sempre a mesma camiseta da seleção, mesmo que estivesse suja. "A minha camisa está com manchas de molho de tomate por causa do almoço. Eu também não fiz a barba durante toda a Copa", disse. Ele falou com a Folha de bom grado, já que, na final de 2022, também apareceu em um jornal no dia em que viu seu país ser tricampeão.

A cábala do presidente Javier Milei era assistir aos jogos da Quinta de Olivos, a casa presidencial —motivo pelo qual o ultraliberal não viajou aos EUA para ver os jogadores de perto. Neste domingo, ao menos não suou por usar a jaqueta da YPF, a petrolífera estatal do país, durante o jogo.