A arrecadação federal de impostos alcançou R$ 235,566 bilhões em agosto de 2026 e registrou alta real de 8,25% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (22) pela Receita Federal. No acumulado dos oito pr…

A arrecadação federal de impostos alcançou R$ 235,566 bilhões em agosto de 2026 e registrou alta real de 8,25% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (22) pela Receita Federal.

No acumulado dos oito primeiros meses do ano, a arrecadação atingiu R$ 2,112 trilhões, alta real de 7,12%.

Nos números atualizados pela inflação, o resultado de agosto foi o melhor para o mês em toda a série histórica, com início em 1995. Sem correção inflacionária, a arrecadação mostrou alta de 12,82% em agosto.

Considerando somente as receitas administradas pela Receita Federal, houve alta real de 8,24% em agosto, somando R$ 227,865 bilhões. No ano, as administradas somaram R$ 2,019 trilhões, alta real de 7,10%.

Já a receita própria de outros órgãos federais (onde estão os dados de royalties de petróleo, por exemplo) foi de R$ 7,701 bilhões em agosto, alta real de 8,75% ante o mesmo mês no ano passado. No ano, a arrecadação de outros órgãos alcançou R$ 93,013 bilhões, alta real de 7,44%.

Imposto de exportação sobre combustíveis

A cobrança do imposto de exportação sobre combustíveis respondeu por R$ 1,944 bilhão da arrecadação federal de agosto. O valor é classificado pelo Fisco como um fator não recorrente e ajudou a elevar a arrecadação administrada no mês. No ano, o imposto de exportação gerou R$ 9,926 bilhões aos cofres públicos.

A tributação de 12% sobre as exportações de petróleo bruto foi criada neste ano como parte do pacote de medidas para compensar a perda de receitas decorrente dos subsídios aos combustíveis. Em 9 de julho, o governo federal decidiu prorrogar por até 60 dias esse imposto de exportação, mantendo a alíquota de 12%.

Segundo a Receita, a arrecadação com o IOF subiu 0,35% no mês passado comparado ao mesmo período de 2025, totalizando R$ 8,837 bilhões. O crescimento modesto reflete uma base de comparação mais elevada, já que o governo Luiz Inácio Lula da Silva aumentou as alíquotas do tributo em junho do ano passado para reforçar a arrecadação e melhorar o resultado fiscal de 2025 e de 2026.

No ano, a alta do IOF já é de 24,11% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando R$ 67,159 bilhões.

Houve também uma alta real 23,27% na rubrica "IRRF Rendimentos de capital", com uma arrecadação de R$ 12,723 bilhões no mês passado. O desempenho é reflexo dos rendimentos mais elevados de fundos e títulos de renda fixa.

A arrecadação do governo federal com as casas de apostas, as chamadas bets, somou R$ 9,91 bilhões no acumulado de janeiro a agosto. O valor representa uma alta de 69,25% em relação ao mesmo período de 2025.

O levantamento considera os valores da receita administrada pelo Fisco em atividades de exploração de jogos de azar e apostas. Deste total, consta a arrecadação de alíquota de imposto de 13% sobre a GGR (Gross Gaming Revenue, a receita bruta dos jogos), implementado em 2025 com a sanção da lei que regulamentou as bets. A lei havia sido sancionada em 2023, mas o mercado passou a operar plenamente a partir de 1º de janeiro de 2025.

O presidente da República criticou os clubes de futebol na sexta-feira (18), em comício em Guarulhos, pela defesa que eles fizeram das bets. Segundo Lula, é "uma balela" a tese de que o futebol vai acabar sem patrocínio de bet.

O presidente afirmou que se depender só da vontade pessoal dele, vai acabar com as casas de apostas. A fala de Lula é uma resposta a um documento publicado pelos principais times do país.